Inicia o ano para Nogueira no Congresso Nacional.

O deputado também lança sua candidatura nas prévias internas do PT para a Prefeitura de Santana.

Durante o recesso parlamentar o deputado federal Antonio Nogueira esteve em Santana em meio a uma crise nas contas públicas do Município: atraso no pagamento dos salários e décimo terceiro dos servidores além de demissões dos temporários. Nesta entrevista, Nogueira fala dos problemas do seu município, da volta ao trabalho e da expectativa para as eleições municipais.

-Qual a atual situação da cidade de Santana?
-Nogueira: O período de chuvas chegou, e velhos problemas voltaram. Ruas alagadas, principalmente nas áreas de “ressaca” que são ocupações desordenadas. As ruas não escoam a água e aparecem muitos buracos, consequência do asfalto de péssima qualidade e mal feito.

-O senhor recebeu muitas reclamações da população da cidade?
-Nogueira: Na área da saúde reclama-se muito da falta de médicos e remédios nos postos. A população reclamou muito sobre o aumento do desemprego na cidade.

-O período de recesso do Congresso que o senhor passou em Santana foi de descanso ou de trabalho?
-Nogueira: Muito trabalho. No início do ano, eu resolvi me inscrever para as prévias internas do partido, como candidato à Prefeitura de Santana. O Partido dos Trabalhadores já tinha decidido no ano passado, durante o Encontro Municipal pela candidatura própria e tinha o indicativo do meu nome, faltava eu só me manifestar. Aí veio o ano novo, coisa nova e eu resolvi dar ouvido às pessoas, fiz algumas consultas populares e detectei que a opinião pública era favorável a uma possível candidatura. Parece que o povo quer que eu volte para o município. Estamos ainda com um processo interno no Partido para homologar essa candidatura, após as prévias, caso assim decida a maioria dos filiados. Temos em Santana, além de minha pré-candidatura no partido, outras cinco possíveis: deputada Roseli (PC do B), ex-deputado Feijão (PSDB), ex-secretário Jardel Nunes (PSB), atual Prefeito Rosemiro do PL e Josmar Pinto (PT do B).

-Então, o senhor já é candidato declarado à Prefeitura de Santana?
-Nogueira: Sou candidato às prévias internas do partido e estarei em campanha interna. Caso eu seja vitorioso nesse processo, buscarei entendimentos com as candidaturas de oposição, para firmarmos uma só candidatura para então podermos lograr êxito no momento certo.

-Quais são os seus planos para Santana?
-Nós precisamos pensar Santana para o futuro. Precisamos planejar o município. Nós temos um projeto tramitando aqui no Congresso que vai levar a Indústria para a área de livre comércio de Macapá e Santana. Então, isso vai desenvolver o Estado. Mas só vai atrair empresas se tiver um planejamento do Estado e do Município. O Distrito Industrial fica no município de Santana e precisa de um planejamento responsável para daqui há 20 anos. Se conseguirmos construir uma candidatura única da oposição até o mês de maio, certamente entraremos em junho homologando uma forte coligação para eleger o prefeito e uma boa bancada de vereadores.

- E por enquanto, como fica sua atividade aqui no Congresso Nacional?
- Nogueira: Tem muitas coisas para serem votadas, inclusive o Projeto da Zona Franca de Macapá e Santana que está na pauta da Convocação. Isso é importantíssimo e nós pretendemos votar esse projeto para que venha especialmente beneficiar a população e o Estado do Amapá. A esse projeto pretendo dar maior ênfase, porque ele vai gerar renda e muitos empregos, melhorando a nossa economia.

- E o Porto de Santana?
- Nogueira: As obras do Porto precisam ser planejadas e trabalhadas com responsabilidade. Nós temos ainda problemas lá de inadimplência do município, problemas na gestão dos recursos que já foram para lá e nós precisamos consertar esse erros e planejar para fazer realmente o que tiver de ser feito. Precisamos pensar no futuro, no desenvolvimento do Estado. Não somente em Santana. Vamos industrializar nossos recursos naturais de forma sustentável escoar essa produção pelo Porto de Santana.

- O que o senhor espera desse ano que está se iniciando?
- Nogueira: este é um ano eleitoral e sei que todas as atenções serão voltadas para os municípios. Eu quero aproveitar o máximo possível este ano para levar muitos recursos para Santana e para os municípios do Estado do Amapá. Os trabalhos aqui na Câmara dos Deputados vão continuar a todo vapor e nos finas de semana, estarei em Santana conversando com as pessoas, dando o resultado final da Emenda Participativa, que a população decidiu para onde destinar os recursos federais. Estarei trabalhando em dobro, disso a população pode ter certeza.


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Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.