Mini-estações de tratamento
de água é solução adotada
para ribeirinhos pela Caesa

Wellington Silva

Com um total de 2.491 pessoas beneficiadas, entre adultos, jovens e crianças, a Companhia de Água e Esgoto do Amapá - CAESA já conseguiu entregar 464 kits domésticos para tratamento de água a moradores ribeirinhos do Arquipélago do Bailique, distrito da capital, Macapá, atividade realizada em parceria durante as jornadas da Justiça Intinerante Fluvial.

A atividade consiste na distribuição de kits compostos por baldes de material plástico que comportam até 48 litros de água além dos produtos químicos (sulfato de alumínio, cal hidratada e hipoclorito de sódio), com um custo de R$ 20 reais para a Caesa. O kit dá para dois meses.Orientações, palestras e visitas nos domicílios são as estratégias utilizadas para conscientização da correta utlização do material.

Com o apoio do Exército, através do 34º Batalhão de Infantaria e Selva, e dos agentes de saúde locais, foi possível monitorar e avaliar resultados, com diagnóstico de plena satisfação dos moradores.

A invenção, já devidamente patenteada no Instituto Nacional de Produção Industrial - INPI, no Rio de Janeiro, é de autoria da amapaense e pedagoga Ivete Guedes, responsável pela Coordenadoria de Integração com a Comunidade, ligada à estatal.

A função do kit é limpar e corrigir a acidez e desinfectar a água de impurezas, fornecendo água tratada mesmo para as pessoas que não estão interligadas a algum sistema de distribuição.

O kit de vasilhame plástico também vem com torneira acoplada, uma colher dosadora de três pontas, dois recipientes plásticos para armazenagem e dissolução de sulfato de alumínio e cal hidratada e um agitador manual. No depósito plástico fica a água geralmente retirada do rio, que com o processo químico de decantação fica libre de impurezas.

De acordo com levantamento estatístico realizado pela Caesa, desde dezembro de 2003 a dezembro de 2004 foram contemplados com o kit 1.106 adultos, 1.177 crianças e 208 jovens, o que totaliza, no geral, 2. 491 pessoas beneficiadas.

O projeto foi apresentado no ano passado em um evento sobre meio ambiente e cidadania no Estado do Pará. A repercussão foi muito grande entre os 600 participantes. Tanto que o governo paraense solicitou dois mil kits para distribuição às comunidades ribeirinhas do Estado. A distribuição será feita, segundo informou o Departamento de Saneamento e Engenharia Sanitária, principalmente no município de Anajás, com registrou surto de febre tifóide.

De acordo com Lélio Hage dos Santos, diretor do projeto, e Ivete Guedes, do CIC/CAESA, os sistemas de abastecimento para consumo humano - instalação composta por conjunto de obras civis, materiais e equipamentos, são propícios a beneficiarem as famílias aglomeradas em comunidades, porque tem a favor aspectos que viabilizam tecnicamente a sua implementação. Já a instalação de toda esta estrutura, em distantes e isoladas localidades rurais e ribeirinhas, dificulta e inviabiliza qualquer instalação de rede de distribuição de água tratada.

Ficam os moradores limitados ao uso das barrentas águas dos rios, sujeitos a doenças provocadas pela ingestão diária desta água imprópria para consumo humano.

Inicialmente, a distribuição dos kits tem como plano piloto o arquipélago do Bailique, localizado a leste do Amapá, distante de Macapá a cerca de 185 quilômetros, por via fluvial.

“ Tal iniciativa teve um custo operacional de projeto em execução de R$ 58 mil, equivalente ao preço de um automóvel classe média. Se avaliarmos a relação custo - benefício do projeto, o desembolso é pequeno em consideração ao universo de pessoas beneficiadas” , salienta Ivete Guedes.

Com uma equipe técnica composta por Lélio Hage dos Santos (administrador e diretor do projeto), Ivete Guedes (CIC/CAESA), José Torres (engenheiro químico e supervisor químico do projeto) e Edinelson Melo (técnico em saneamento e analista da qualidade de água) , a meta seguinte da companhia é obter mais recursos para expandir o projeto a todo o Estado do Amapá, atingindo comunidades rurais e ribeirinhas como Laranjal do Jari e localidades próximas, como Cutias.

O kit para produção de água potável está em fase de aperfeiçoamento, com estudos adiantados e acurados para a confecção da pastilha efervescente de purificação da água. A função da pastilha será a de substituir os três produtos químicos.

 


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.