Exposição de R. Peixe se estende até março

Quem ainda não foi ver a exposição do artista plástico R. Peixe, morto em março do ano passado, tem ainda até o final do mês que vem para encontrar o acervo do grande artista que foi reunido na Fortaleza São José de Macapá.

Além da exposição de R. Peixe outras 60 telas de artistas plásticos locais, estão desde o dia 4 de fevereiro, data do aniversário de Macapá, expostas em quatro vinculadas da Fundação Estadual de Cultura do Amapá (Fundecap).

A exposição denominada “Memória nas Cores” é composta por 20 obras de Peixe pertencentes ao acervo do Governo do Estado. A mostra foi organizada como parte integrante das comemorações aos 247 anos da cidade de Macapá e os 223 anos da Fortaleza de São José de Macapá.

A atividade é uma homenagem que o Governo do Estado através da Fundecap, ao pintor, que chegou aos 22 anos de idade ao Amapá em 1953 e iniciou sua carreira artística pintando paisagens regionais e grafismo marajoara em utensílios (vasos, cinzeiros, pratos, cuias).

A partir do aprofundamento de sua técnica Peixe também imortalizou em suas obras a figura de políticos, o Curiaú, a Festa de São Tiago, o cotidiano do ribeirinho, a Fortaleza de São José de Macapá e o Monumento do Marco Zero do Equador, sempre de ângulos diferentes. “Ele queria mostrar o que se passava em sua época para os que viriam”, disse a artista plástica e filha do artista Irê Peixe.

O ARTISTA

Com o passar dos anos R. Peixe revelou-se um grande e brilhante artista impressionista. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes até o quarto ano. Fundou a Escola de Artes Cândido Portinari, onde atuou como diretor e professor.

Participou de grandes momentos da história do Estado do Amapá, tendo uma relação especial e apaixonante com a cidade de Macapá, que tão fielmente retratou em telas e cores suas paisagens e filhos ilustres. “Ele nasceu em Belém, mas a maioria das pessoas pensava que ele era amapaense. Sempre que podia falava da cidade, as belas, paisagens”, lembra Irê.

O artista deixou 46 esculturas (entre 80 centímetros e 1,50 metro), 136 telas prontas e 36 inacabadas.

Os trabalhos de R. Peixe poderão ser apreciados na Galeria de Artes da Fortaleza, até o dia 30 de março. O local poderá ser visitado de terça a domingo, das 9 às 18 horas. As demais telas estão expostas na Galeria da Biblioteca Publica Elcy Lacerda, Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva (na Fortaleza) e no hall do Teatro das Bacabeiras.

HARACELI THAMARA

 


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.