Governo prevê investimentos
de R$ 6 milhões em 2004
nas comunidades indígenas.

O governo do Amapá prevê investimentos da ordem de R$ 6 milhões em 2004 para atender os quase 7 mil índios sob a responsabilidade do Estado. Além das cinco etnias que vivem em quatro áreas indígenas demarcadas em território amapaense, um acordo com o Estado do Pará, mediado pela Fundação Nacional do Índio (Funai), responsabiliza o Estado também pelo atendimento a mais quatro etnias que vivem na região do Tumucumaque, fronteira entre os dois Estados.

Os recursos para atender demandas como contratação de professores, agentes de saúde, combustível e escoamento da produção chegam ao triplo do que o governo investiu com recursos próprios em 2003. Este ano, além de novamente garantir saúde, educação e transporte o governo do Estado também irá bancar custos com a geração de energia elétrica para as aldeias que possuem gerador.

O anúncio dos investimentos em energia, feito pelo próprio governador Waldez Góes, foi bastante comemorado pelas lideranças indígenas que participaram da abertura da Semana do Índio nas Terras Indígenas nesta segunda-feira,19, data em que se comemora o Dia do Índio.

O maior volume de recursos será investido no programa de educação escolar indígena, que atende 3 mil alunos índios da pré-escola ao ensino médio. O governo estadual mantém atualmente 54 escolas indígenas: 22 no Parque do Tumucumaque, sete no município de Pedra Branca e 25 no município de Oiapoque. Para fazer funcionar toda esta estrutura são necessários 247 professores, dos quais 169 são professores índios, entre eles pelos menos meia dúzia com curso superior completo.

No próximo mês de maio, uma turma de 127 professores índios de várias aldeias de Oiapoque estará concluindo o curso do Sistema Modular da Secretaria de Estado da Educação (Seed). Outros 50 professores índios estão cursando pós-graduação.

Outra parte dos recursos será utilizada para a conclusão do Museu do Índio, em Oaipoque, que está na fase de compra de equipamentos, e para conclusão da Casa de Saúde Indígena, que está sendo construída em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Na solenidade de abertura da Semana do Índio, o governador Waldez Góes assinou convênios no montante de R$ 2,5 milhões com organizações indígenas, para atendimento em várias áreas, como manutenção de escolas, contratação de professores e aquisição de merenda escolar. Somente a Associação Galibi-Marworno do Oiapoque irá administrar através de convênio R$ 1.098.906,00.


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.