Amcel doa a área do Porto do Céu
para ampliação do Distrito Industrial

Representantes do grupo Amapá Florestal Celulose (Amcel) estiveram nesta segunda-feira (22) em audiência com o governador Waldez Góes, acompanhados de seu procurador legal, João Comério, e do secretário de Estado da Indústria, Comércio e Mineração, Jurandil Juarez.

De acordo com Jurandil, o que ficou acertado entre o Governo do Estado do Amapá e o grupo foi a doação ao Estado da área do Porto do Céu. É a contrapartida da empresa como compensação por ter recebido autorização do governo para implantar seu projeto.

Em operação no Amapá há muitos anos, a International Paper, por exemplo, não conseguia autorização para implantar seu projeto original que é a plantação de pinus. “O governo Waldez reconheceu a importância dos investimentos do grupo empresarial aqui no Estado. Para nós, a importância deste evento é que o Distrito Industrial em Santana, da forma como foi concebido e como é hoje, em termos de carência de espaço, já está acanhado para receber um determinado número de empresas que ali se pretende instalar. Existe uma demanda muito grande. Temos trinta e três projetos industriais para serem instalados. Não existe mais espaço físico (lotes) no distrito. O Porto do Céu tem uma boa área, está na orla marítima do rio Matapi, tem um bom calado. Ele será bem aproveitado para o embarque e desembarque de matéria prima e de produtos acabados”.0

Afirmou o titular da Seicom que quem lucrará é o Amapá com a aquisição de uma significativa área para operacionalização de um novo distrito industrial, ou seja, com a mesma localização do atual, com a vantagem do mesmo estar agora voltado para o rio Matapi.

Disse que foi um grande avanço estrutural para o Estado, e que o grupo empresarial será um grande parceiro contribuidor para o processo de desenvolvimento da região.

“O acordo foi muito bom para ambas as partes. O Amapá saiu ganhando e o grupo empresarial também“, concluiu Jurandil Juarez.

WELLINGTON SILVA


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.