"Gregório de Mattos" é atração
no Líbero Luxardo

Há um ano a cineasta Ana Carolina Soares enfrentou o desafio de levar para o cinema a trajetória de um dos nomes mais famosos da História do Brasil. O resultado está em "Gregório de Mattos", que traz o poeta e performer Wally Salomão como o Boca do Inferno.

O filme entra em cartaz nesta quarta-feira (24), no Cine Líbero Luxardo (Centur), e permanece em exibição até o dia 5 de outubro, sempre de quarta-feira a domingo, às 20 horas.
Às vésperas do início das filmagens, Wally Salomão quis desistir, mas foi convencido por Ana Carolina a interpretar o poeta libertário. O filme não faz uma reconstituição dramática de sua biografia, mas mostra momentos de sua vida e a força de seus versos. No elenco estão ainda Marília Gabriela, Ruth Escobar, Guida Viana, Rodolfo Bottino, Virgínia Rodrigues e Xuxa Lopes.
O fascínio de Ana Carolina pelo Boca do Inferno é antigo. "É o poeta que, na poesia, não sublima, mas encara. Acho que Gregório é a fonte na qual todos bebemos", disse a cineasta em entrevista recente. "É um filme para ser saboreado, em que a palavra, a poesia e a literatura batem bola com o cinema. Fiquei com vontade de fazer um filme assim. Filmei algumas de suas poesias dramatizadas como representações fugazes de sua vida. Algumas de suas poesias me levaram a cenas cotidianas desse homem vivendo, sem pompa, numa Bahia miserável".


O filme enfrentou problemas de captação e foi realizado com orçamento abaixo do necessário, apesar do roteiro ter sido premiado pelo Ministério da Cultura. Tanto que Ana Carolina acumulou as funções de diretora e diretora de arte como medida de economia. Boa parte das cenas foi rodada na Fortaleza de Santa Cruz, em Niterói. Transformado hoje em museu, o local é cenário de quase todos os filmes e novelas de época feitos no Brasil.
Ana Carolina é reconhecida como uma das cineastas mais originais do Brasil. Seus primeiros filmes, no final dos anos 60, eram curtas-metragens inspirados na realidade brasileira. Em 1974, dirigiu seu primeiro longa, o documentário "Getúlio Vargas", com excelentes resultados de público e crítica.
Em 1997 apresentou seu primeiro longa de ficção, "Mar de Rosas", uma sátira feroz ao casamento pequeno burguês pela visão de uma adolescente. Em 1982, com "Das Tripas Coração", Ana Carolina usou uma tradicional escola de moças para abordar o poder na instituição e seus efeitos sobre jovens com a sexualidade à flor da pele. Em 1988 produziu "Sonho de Valsa", o retrato de uma mulher de 30 anos em busca do homem de sua vida.
Em 2001 foi a vez da ficção "Amélia", a trágica história da vinda de Sarah Bernhardt ao Rio de Janeiro em 1905. Esse último trabalho recebeu prêmios de Melhor Atriz (Béatrice Agenin) e Melhor Filme (votação do público) no Festival de Biarritz, na França.
O Cine Líbero Luxardo exibe ainda, de quarta-feira (24) a domingo (28), às 18 horas, "O Einstein do Sexo" (Der Einstein Des Sex, Alemanha, 1999), abrindo o projeto Sessão Cine Clube. O filme de Rosa von Praumheim trata do famoso sexólogo Dr. Magnus Hirschfeld, um judeu gay e socialista que fundou em 1897 o primeiro grupo político gay da história.
Em 1920, em Berlim, abriu seu Instituto de Ciências Sexuais, que se mantém único e foi altamente polêmico em todo o mundo. Hirschfeld morreu no exílio na França, em 1935, dois anos depois de ter todo o seu trabalho destruído pelos nazistas. A Cine Clube exibe também, de 1 a 5 de outubro, o filme "Moloch", de Alexander Sokurov.
Serviço: Cine Líbero Luxardo (Centur): "Gregório de Mattos", de Ana Carolina, de 24 a 28 de Setembro e de 1 a 5 de outubro, sempre às 20 horas. Sessão Cine Clube "O Einstein do Sexo", de Rosa von Praumheim. De 24 a 28 de setembro, às 18 horas. Ingressos a R$ 3 com meia entrada para estudantes.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Fundação Tancredo Neves
Fone: (91) 241-2333/224-6048


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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.