Programa garante renda a 26 mil famílias no Amazonas

Economia
da equipe JC


Foto: Evandro Seixas

As 26 mil famílias amazonenses contempladas pelo Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar) estão com a venda de seus produtos garantidos na safra 2003/2004. O governo federal garante comprar toda a demanda a preço de mercado.

A garantia é do presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Luís Carlos Guedes Pinto, que ontem lançou em Manaus o PAAL (Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar) para uma platéia formada por representantes do governo do Estado, da Prefeitura de Manaus, dos produtores rurais, entre outros.

Luís Carlos Guedes Pinto informou que ontem o governo federal liberou o preço mínimo de quatro produtos - arroz, feijão, farinha de mandioca e milho - que prevalecerão no Plano de Safra 2003/2004.

O preço mínimo estipulado para o arroz com casca, saca de 50 quilos será pago até R$ 33, dependendo da qualidade do produto. Para o feijão existem dois preços: R$ 50 a saca de 50 quilos da espécie macaça e R$ 60 para o de praia. A farinha de mandioca será comprada por até R$ 1,10 por quilograma, enquanto o milho será pago R$ 22,20 a saca de 50 quilos.

O presidente da Conab afirmou que neste momento o órgão está autorizado a comprar qualquer produto da agricultura familiar, sendo para estoque apenas arroz, feijão, milho, farinha e trigo. "Mas nada impede que para programas locais e abastecimento de programas sociais, como asilos, creches e merenda escolar, possamos comprar outros produtos além desses", garantiu.

Segundo Luís Carlos um dos objetivos do PAAL é garantir aos agricultores familiares uma renda mínima, com o pagamento de preço justo e, por outro lado, assegurar o atendimento daquelas famílias que estão inseridas no Programa Fome Zero.

Inicialmente a Conab vai trabalhar com os agricultores organizados em cooperativas, associações e assentamentos porque dessa forma multiplicará a capacidade de atendimento.


Conab está tranqüila

As péssimas experiências do passado quanto a compra de alimentos pela Conab, que posteriormente foram desviados, levando o órgão a extinção de vários escritórios, requer da nova direção maior rigor nas ações que estão sendo implementadas. "Não podemos deixar a menor margem de dúvidas quanto a natureza do programa e quanto a utilização dos recursos públicos", enfatizou Luís Carlos.

O presidente da Conab garantiu estar tranqüila a situação do órgão com relação a sua continuidade, já garantida no governo Lula.

Segundo Luís Carlos, há muito tempo que a Conab não tinha tanta expressividade no governo, seja por parte do Ministério da Agricultura e Abastecimento, mas também pelo Ministério da Segurança Alimentar e do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Nos oito meses de governo Lula, o diretor da Conab informou que foram reabertos 34 armazéns no país contra 33 que haviam restado da administração anterior. Há perspectiva da reabertura de novos armazéns, inclusive no Amazonas. "A quantidade está na pendência de estudos que estão sendo realizados pela superintendência regional", admitiu.

Quanto a escassez no fornecimento de milho para os produtores rurais do Amazonas este ano, o presidente da Sunab disse que está relacionada a questões burocráticas no Ministério da Fazenda.

Incentivo ao produtor

O PAAL foi lançado em julho deste ano com o objetivo de incentivar a produção dos pequenos agricultores. O programa permitiu que o governo reorientasse a política na área agrícola ao complementar as ações do Pronaf.

Neste plano de safra, lançado na última sexta-feira em Manaus, o Amazonas receberá R$ 3 milhões da União, cujo financiamento faz parte do Pronaf. O valor vai propiciar incremento de 40% no número de contratos existentes.


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Piracema

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Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
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Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
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Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
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Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
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Montaria
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Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.