Chico César canta hoje no showmício de Janete40

Macapá - 23/08/04

"Quando não tinha nada eu quis / Quando tudo era ausência esperei / Quando tive frio tremi / Quando tive coragem liguei...".

Quem não se lembra desses versos, na voz da cantora baiana Daniella Mercury, que foi tema de novela da Rede Globo e que tocou ininterruptamente na televisão durante oito meses? Pois o famoso hit "À primeira vista" é do compositor Chico César que se apresenta nesta quinta-feira (23) em Macapá, no showmício de Janete40, a partir das 20 horas, na praça Chico Noé - Bairro do Laguinho.

Não é a primeira vez que o artista paraibano vem a Macapá. Chico César já esteve aqui, pelo menos três vezes, se apresentando no Teatro das Bacabeiras, na Fortaleza de São José e na quadra de esportes da Unifap - Universidade Federal do Amapá. As três apresentações com a presença de grande público, o que revela a popularidade de Chico César também no meio do mundo.

A vinda do compositor ao showmício de Janete40 tem dois grandes motivos:
1-) O apoio solidário ao casal Capiberibe que o artista assumira em maio, ao assinar o abaixo-assinado na internet, contra esse processo espúrio de cassação movido pelo PMDB local.

2-) A declação pública que ele vai fazer em favor da candidatura de Janete Caperibe à Prefeitura de Macapá.

No showmício, Chico César vai apresentar alguns de seus sucessos nacionais como "À primeira vista", "Mulher eu sei", "Mama África", "Perto demais de Deus" e "Respeitem meus cabelos, brancos", entre outras.

O show será acústico (voz e violão), uma pequena amostra do show que ele está preparando para levar à Europa a partir do dia 7 de outubro.

O reggae "Perto demais de Deus", que tem o verso primoroso "Essa gente é o diabo e faz da vida de Deus um inferno...", se for realmente cantado por Chico César, será extremamente oportuno no showmício desta quinta-feira, a exemplo de um político-circense que o Amapá inteiro conhece, que vive se auto-promovendo em um canal de televisão local e abusa do uso da palavra de Deus em vão. Em dezembro do ano passado, ele foi merecedor do "Troféu óleo de peroba" (ou "Cara-de-pau"), instituído pelo jornal Vanguarda Cultural.

A seguir, o perfil e a carreira de Chico César - considerado pela crítica especializada como um dos maiores cantores e compositores atuais da Música Popular Brasileira (MPB).

O PERFIL E A CARREIRA
Chico César, 39 anos, nasceu em Catolé do Rocha, na Paraíba. Começou a trabalhar numa loja de discos quando tinha 8 anos, o que contribuiu para sua iniciação musical. Aos 16 foi para João Pessoa onde se formou em jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba, enquanto participava do grupo Jaguaribe Carne, que fazia poesia de vanguarda. Aos 21 mudou-se para São Paulo. Trabalhando como jornalista, estudou melhor o violão, multiplicou as composições e formou seu público. Em 1991, foi para a Europa, onde fez diversos shows, sempre muito aplaudido. Na volta, optou de vez pela carreira artística.

Em 1995 lançava o primeiro CD "Aos Vivos" (Velas), acústico e ao vivo, com participações de Lenine e o lendário Lany Gordin. Em 1996 veio o sucesso nacional e internacional através do segundo álbum, "Cuscuz Clã" (MZA/PolyGram), produzido por Marco Mazzola. No terceiro CD, "Beleza Mano", mergulhou na cultura negra com participações do zairense Lokua Kanza, coral negro da Família Alcântara, os rappers Thaíde e DJ Hum, Paulo Moura entre outros. Em 1999 lança "Mama Mundi" e em junho de 2002 seu quinto disco, com um título nada confuso e inteligentemente cesariano, como de seus álbuns anteriores: "Respeitem meus cabelos, brancos".

Aí, Chico César já era Chico César, artista gravado por renomados cantores, como Vânia Abreu, Elba Ramalho, Rita Ribeiro e Renata Arruda, entre outros, e monstro sagrado da MPB, Maria Bethânia. Parcerias com Zeca Baleiro, Tata Fernandes e Vange Milliet, por exemplo, marcaram também a carreira do artista.

Alguns seres humanos nasceram já abençoados. Chico César é um deles. Nasceu com a poesia dentro de si. Seu instrumento mais eficaz é sua alma.


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.