Começam os estudos para transformar
Lagoa dos Índios em Comunidade Quilombola

Inicia nesta quinta-feira 23.09 a ação da SR-21 que visa reconhecer a área da Lagoa dos Índios como Comunidade Quilombola ou afro-descendente. Em reunião ocorrida no último sábado, com as presenças da superintendente Cristina Almeida, técnicos do INCRA e membros da comunidade, as primeiras informações sobre a ação foram repassadas aos moradores da vila.

Em princípio os técnicos vão atuar na identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras que ficam a oeste da capital. O crescimento urbano desenfreado vem determinando rapidamente o desaparecimento da comunidade, composta, em sua grande maioria, por remanescentes de escravos. Hoje restam no local 60 famílias que sobrevivem com extrema dificuldade devido o encurtamento da área, que está cercada por vários bairros e limitada pela rodovia que liga Macapá ao município de Santana.

No primeiro contato os membros da comunidade se mostraram otimistas com a possibilidade do reconhecimento, já que a Lagoa dos Índios possui as mesmas características do Curiaú, única área Quilombola no Estado até agora.

Caso o processo seja concluído com sucesso, os moradores, que sobrevivem basicamente da agricultura familiar e da extração de lenha, poderão acessar os créditos do INCRA, PRONAF, FNO etc, além de terem suas permanências garantidas.

A vila fica à beira da lagoa do mesmo nome e foi fundada no final do século XIX, por remanescentes dos escravos que construíram a fortaleza de Macapá. Antes da abertura da rodovia Duque de Caxias o acesso era feito apenas através de canoas. Depois que a cidade começou crescer para a zona oeste aconteceram as primeiras invasões. Hoje existem mais de cem casas construídas na área, sendo que alguns proprietários de mansões compraram terrenos dos próprios moradores. Com isso a Lagoa dos Índios acabou cercada pelo crescimento urbano. Daí a urgência no trabalho que o INCRA está iniciando e que foi motivado também pela prioridade sugerida pelo Conselho das Comunidades Afro-descendente do Amapá.

A possibilidade de transformação da Lagoa em Comunidade Quilombola pode salvar uma área antes fadada ao desaparecimento.

ASCOM- INCRA-SR21
Humberto Moreira



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Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
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Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.