Operação na fronteira não registra incidentes com brasileiros

O secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, Antônio José Silva Soares, garantiu hoje que a operação conjunta que está sendo realizada na fronteira do Amapá com a Guiana Francesa, envolvendo forças de segurança do Brasil e da França desde o dia 16, transcorre em clima de tranqüilidade.

Não houve até agora registro de nenhum incidente envolvendo brasileiros clandestinos que trabalham em garimpos no lado francês da fronteira, como deportações ou uso de força. Segundo Soares, a integração das forças de segurança propiciou uma relação de “respeito mútuo e confiabilidade”.

A operação, denominada pelos franceses de “Anaconda” - a enorme serpente amazônica que sufoca suas presas -age no combate ao tráfico de drogas, armas, biopirataria, prostituição infanto-juvenil, comércio ilegal, e lavra clandestina de ouro.

O secretário, que coordenou as operações pessoalmente junto às forças de segurança da Guiana Francesa, adiantou que 90% dos garimpeiros clandestinos da região de Sikini e Camopi, fugiram e estão escondidos na densa região de floresta. As forças francesas destruíram instalações ilegais dos garimpeiros, combustível e mercadorias. Alguns garimpeiros ultrapassaram a fronteira com o Brasil e estão abrigados em Oiapoque.

A França deslocou quatro helicópteros, dois aviões e 200 militares entre policiais da Gendarmerie e legionários do 3º REI (Regimento Estrangeiro de Infantaria) para a operação. Do lado brasileiro participam a Polícia Federal, a Polícia Civil e Militar do Amapá, Corpo de Bombeiros e fiscais do Ibama.

De acordo com a polícia da França, existem cerca de 2 mil brasileiros trabalhando clandestinamente nos garimpos da Guiana Francesa, onde os índices de criminalidade e prostituição são bastante elevados.

Gilberto Ubaiara



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Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
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Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
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Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
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Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
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Madeira preta, gente grossa mal educada.