Governador garante avaço nas
relações com a Guiana Francesa.

Por Olímpio Guarany

Caiena - O segundo dia de visita do governador do Amapá, Waldez Góes (PDT) à Guiana francesa foi marcado pelo encontro com lideranças políticas e empresariais. No inicio da manhã de sexta-feira, 21, ele foi recebido, no Palácio do Governo pelo presidente do Conselho Regional da Guiana, o equivalente a governador de Estado, Antoine Karam. Os dois voltaram a reafirmar o propósito de manter e ampliar as relações bilaterais entre a Guiana e o Amapá.

“Sua visita era muito esperada, gostaríamos de saber das suas intenções em relação à cooperação entre os dois paises”, disse o chefe de governo da Guiana ao governador Waldez Góes.

O encontro entre os dois governadores aconteceu no momento em que eram intensificados os bombardeios dos Estados Unidos contra o Iraque. Na ocasião os dois manifestaram repúdio pela forma como o presidente George Bush conduziu as ações contra o Iraque. Para Waldez “as relações mundiais não serão as mesmas daqui pra frente” e para Karam “perdeu a diplomacia”.

Depois de uma hora de conversa os dois trocaram presentes. O governador do Amapá ofereceu um conjunto de porta-canetas feito de madeira reciclada e recebeu uma medalha e uma caneta.

Do gabinete de Antoine Karam, Waldez seguiu direto para a sede do Conselho Geral, onde se reuniu com o outro co-gestor da Guiana, Joseh Ho-Tem-You, que coordena e define as políticas para as áreas de saúde, educação e qualificação geral de profissionais. Os dois dirigentes voltaram a abordar a necessidade da implementação de ações concretas que viabilizem a cooperação entre o Brasil e a Guyana Francesa.

Depois do encontro que durou cerca de trinta minutos, o governador amapaense seguiu acompanhado pelos presidentes do Conselho Geral e Conselho Regional, Ho-Tem-You e Antoine Karam para a Câmara de Comércio da Guyana.

Em seu discurso na Câmara de Comércio, Waldez Góes disse que “a aproximação entre Amapá e a Guiana Francesa acontece num momento em que se fortalecem, também, os laços de união entre o Brasil e a França, dois paises que tocam suas fronteiras aqui na região amazônica”.

O governador enfatizou a necessidade do diálogo institucional entre os dois paises já que oficiosamente os dois povos já se relacionam há muitos anos.

Para Waldez a cooperação entre os dois paises pode avançar em várias frentes, tanto na área cultural, quanto na área comercial, no turismo e na troca de conhecimentos no campo cientifico. O governador amapaense citou a experiência que está sendo feita com a tecnologia de filtração de água, sem uso de elementos químicos que vem sendo desenvolvida pela Associação Nacie, na Guiana Francesa. “É uma tecnologia de baixo custo que está sendo usada em caráter experimental em Macapá e que poderá melhorar a saúde das comunidades isoladas do nosso estado que atualmente consomem água diretamente dos rios.

O governador amapaense voltou a destacar o grande potencial natural do Amapá. Para ele os recursos devem ser explorados de forma racional para promover a melhoria na qualidade de vida do cidadão sem destruir o meio ambiente. Ressaltando a necessidade do seu governo executar um programa de desenvolvimento econômico, Waldez tocou num ponto delicado que é a questão da migração clandestina de brasileiros para a Guiana Francesa. “Precisamos garantir que nossa sociedade seja beneficiada com os frutos desse desenvolvimento, assim estaremos gerando emprego e renda, solucionando problemas sociais dos nossos cidadãos, que, quando não contam com alternativas institucionais acabam obrigados a buscar saídas informais. Uma dessas saídas tem sido o deslocamento para a Guiana Francesa, arriscando-se até mesmo no ingresso ilegal no território francês”.

Entre as alternativas de cooperação cientifica Waldez está a exploração do parque do Tumucumaque, uma extensão de floresta extraordinária cujas potencialidades reais se desconhece, disse Waldez.

Para dar uma demonstração de que as relações bilaterais devem ser incrementadas Waldez Góes anunciou que vai disponibilizar recursos para o Centro da Cultura Francesa que será construído em Macapá com 40% de contrapartida do governo francês cujas obras se iniciam ainda este ano.

A ponte sobre o rio Oiapoque foi o principal tema da reunião de cooperação, ontem, 21, na Câmara de Comércio da Guiana. Todos foram unânimes em afirmar que a ponte sobre o rio Oiapoque vai ser a grande alavanca do desenvolvimento regional.

O governador Waldez Góes disse que da parte do Brasil todo esforço está sendo despendido para que o projeto seja logo elaborado e que já há recursos no orçamento da união disponíveis para serem aplicados na primeira fase da construção da ponte. Já o presidente do Conselho Regional da Guiana, Antoine Karam disse que a Guiana tem o maior interesse na ponte mas que a decisão de construí-la é do governo Francês.

Ao se manifestar na reunião, o secretário de Infra-estrtura, Gervásio Oliveira disse que estava credenciado pelo embaixador do Brasil para assuntos da Europa, Marcelo Jardim que é membro da comissão bi-nacional de construção da ponte, a reafirmar a disposição do Brasil em executar o projeto.

Constatando que o governo da Guiana não tem autonomia para decidir sobre a ponte, Gervásio afirmou: “vou a Brasília esta semana me encontrar com o embaixador e o senador José Sarney e juntos vamos solicitar ao presidente Lula que feche, definitivamente com o presidente francês Jacques Chirac, questão em torno da construção da ponte sobre o rio Oiapoque.

No sábado, 22, o governador Waldez e comitiva vão até a base de lançamento de Kouru para conhecer o projeto especial francês e em seguida farão um sobrevôo na estrada que liga Caiena a São Jorge na divisa com o Brasil. Ao meio-dia a delegação amapaense retorna a Macapá.

 

 


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O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
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É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
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Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
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Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
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Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
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Massaranduba
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