Semana da Água: Estudantes participam
da recuperação
da mata ciliar da Lagoa dos Índios

Estudantes da rede pública e moradores da região da Lagoa dos Índios, uma das mais importantes áreas de preservação ambiental de Macapá, participam nesta quarta-feira, 24, a partir das nove horas, do plantio de mudas de plantas regionais num esforço conjunto para tentar recompor a mata ciliar da área de ressaca, bastante degrada nos últimos anos. A iniciativa faz parte da programação da Semana da Água, que o governo do Estado está desenvolvendo desde o início da semana.
A mata ciliar da Lagoa dos Índios, ou seja, a estreita faixa de vegetação que ocorre nas margens da ressaca, vem sofrendo constante degradação, por conta do aumento do número de empresas e conjuntos habitacionais que proliferaram em torno da área. A idéia com a programação é não só conscientizar os jovens, mas toda a comunidade que mora nas cercanias, para que ajudem na preservação da Lagoa, um dos locais mais bonitos da capital.

Com o aumento da pressão imobiliária e o desaparecimento da vegetação da margem da Lagoa, que tem a função de evitar a erosão e o assoreamento (aterramento), fica comprometida também a qualidade da água do lago, por causa do lançamento de esgoto in natura (sem tratamento) de lixo e outros efluentes.

Estudo feito pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) em 2001, para verificar a qualidade da água na região da Lagoa dos Índios, demonstrou que os fatores de poluição têm influência conforme a estação (verão ou inverno). No período de cheia a água do lago foi considerada boa em alguns pontos.

De acordo com a legislação brasileira, as matas ciliares são garantidas pelo Código Florestal (Lei 4.771 de 15/-09/65). Segundo esta Lei são obrigatórias as conservações de pelo menos 30 metros de mata para cursos d’água com até 10 metros de largura.

Os estudantes e a comunidade irão plantar mudas de açaí, ipê amarelo e mogno. Técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) explicam que ainda não há estudos que identifiquem espécies nativas específicas para áreas de ressaca e por isso serão utilizadas essas espécies nativas. A longo prazo, os ambientalistas querem criar uma faixa de proteção para a Lagoa dos Índios a partir de um “cinturão verde”, uma barreira física que deixaria a área menos exposta.


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.