Pesquisadores debatem
sobre curiosidades da história
da Fortaleza de São José

“A conquista da região do Cabo do Norte teve causas religiosas e econômicas e a evolução da Vila de Macapá se deu pelas armas”. Estas foram as palavras iniciais do historiador Fernando Rodrigues dos Santos, que juntamente com o colega de pesquisas, Nilson Montoril de Araújo, palestrou nesta terça-feira, 23, no auditório da Fortaleza de São José.

O ciclo de palestras faz parte de um seminário que começou na segunda-feira, 22, intitulado “Fortaleza de São José de Macapá: patrimônio e Memória”, organizado pela Fundação Estadual de Cultura do Amapá (Fundecap), como forma de homenagear o forte nos seus 222 anos.

O historiador Fernando Rodrigues citou que toda a forma de conquista teve sempre a presença da Igreja Católica que, às vezes, se colocava como elemento díspare, mas por outro lado mantinha sua conivência com o poder.

O historiador citou, também, que “São José” não foi a única fortificação. Citou outras como o Batabouto, Filipe, Uarimuacá, ao todo doze, incluindo as baterias fortificadas do Curiaú, e culminando com as duas maiores fortificações: “Santo Antonio” e “São José”.

Vingança paraense

Por sua vez, o professor Nilson Montoril de Araújo, colocando sua experiência como protagonista da historia contemporânea do forte, fez uma abordagem histórica sobre os períodos do forte, quando a fortificação serviu como palco do Movimento Cabano (1835 a 1840), da Revolução Macapaense (Início do século XX), a presença da Guarda Nacional de Macapá (1920) e o período do Golpe Militar (1964 a 1978).

“Em todos esses períodos a turma militar, aquartelada da praça, sempre esteve preparada para as refregas. Talvez pelo fato de ter rechaçado o movimento cabano no trecho que vai da Ilha de Santana até a região do Gurupá, a população do Amapá sofreu uma grande escala de abandono, que vai de 1840 até 1943, com a criação do Território Federal”, menciona Montoril, completando que “nesta fase nada aconteceu no Amapá que fosse relevante”, esclarecendo também que esse seria o seu ponto de vista.

A presença da mão-negra e índia na fortificação também foi citada pelo pesquisador, assim como sua tese de que Curiaú nunca foi quilombo, principalmente “por estar muito próximo a Macapá, e assim seria muito fácil a soldadesca do forte resgatar naquela região qualquer negro alforriado”.

O seminário termina na quarta-feira, 24, onde estão programadas mais duas palestras: “A Fortaleza e a paisagem urbana: as transformações recentes no entorno do monumento” (Eloane Cantuária) e “A Fortaleza de São José e sua relação com o turismo amapaense” (Obde Gadelha).

Edgar Rodrigues

 


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Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
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Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
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Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.