Entrevista coletiva do deputado federal Antônio Nogueira, após o desembarque no aeroporto de Macapá, quinta-feira, 18 de março de 2004.

Pergunta: Foram várias acusações contra o senhor, feitas pelo procurador (Manoel Pastana), como é do seu conhecimento; em cima dessa liminar que garante o seu retorno, o senhor se considera inocentado das acusações?
Nogueira: Esse processo iniciou ainda em 2002, bem depois da eleição, exatos 40 dias após a eleição. E desde lá, quando se montou aquela grande farsa do procurador com os suplentes, eu dizia desse fato e certamente isso veio... passou o ano de 2003 com todos os ataques de parte da imprensa e do suplente (Badu Picanço)... eu sempre disse, ligados aos suplentes numa grande armação, num “tripé” para nos condenar... o “tripé” que eu digo foi, exatamente, de um lado o procurador usando da instituição pública, que deve ser confiável... eu sempre declarei e tenho o maior respeito pela instituição ministerial, mas era uma “perna”; uma outra era um dos suplentes que buscava com poder, com dinheiro, forjar testemunhas para dizer mentiras e, mesmo assim, conseguiu muito poucas e que nós conseguimos desmontar no processo... o outro que forma o tripé foi do serviço de imprensa de outro suplente que montava opinião pública. Ora, então nós tínhamos um fazendo opinião pública, manipulando a mídia... que é um poder forte, outro... que é a instituição pública ministerial e o outro suplente com poder e dinheiro forjando as provas. Isso é lógico, respondendo à pergunta, que eu consigo através dessa liminar que nos garante, até que se resolva o final desse processo... nos dá um alívio muito grande e mostra a verdade, que é aquela que a gente vem dizendo há muito tempo, e que agora veio à tona.

Pergunta: Logo após o seu julgamento pelo TRE, muita gente achava que não daria tempo para o TSE julgar, ou rever, essa situação. Como foi esse processo, em tão curto tempo o TSE julgar a seu favor o mérito da questão?
Nogueira: A decisão do TRE ocorreu no dia 06 de fevereiro deste ano, já passou-se um mês, mais que um mês; a decisão do TSE levou apenas um dia, nós apresentamos o pedido de liminar no início da tarde de sexta-feira, 12, ao final da tarde já tínhamos a decisão... Para minha surpresa, a imprensa do Amapá soube antes de mim... a TV Amapá ligou para mim em Brasília perguntando sobre isso, que eu ainda não sabia... No TSE já havia uma liminar concedida e encaminhada ao TRE do Amapá e a presidência da Câmara dos Deputados sustando todos os efeitos da decisão anterior até que o TSE se pronuncie no processo ordinário que já recorremos Brasília.

Pergunta: Quais serão os procedimentos daqui por diante nesse caso?
Nogueira: O que podíamos fazer juridicamente nós já fizemos. Haverá uma outra etapa, de nova verificação do processo... será tudo revisto, vamos ver o que o deputado está questionando, rever as provas... só então será proferida a decisão final, sustentando a decisão daqui ou reformando a sentença e permitindo o cumprimento do mandato de quatro anos.

Pergunta: Foi acrescentado algum fato novo ao pedido de liminar apresentado ao TSE?
Nogueira: Nós apresentamos basicamente o mesmo conteúdo levado ao TRE. Foram inseridos fatos novos referentes as informações de que o procurador da República, Manoel Pastana, tem um processo movido por doze funcionários da Procuradoria da República aqui no Amapá, correndo há aproximadamente três anos. Por ser um processo interno do Ministério Público em Brasília, muito sigiloso, o acesso é muito lento e difícil, que apresenta informações de fraldes eleitorais, não eram somente denúncias relacionadas a corrupção, a desmandos, eram também relacionados à fralde eleitoral e com envolvimento direto do meu suplente. O que nós conseguimos é muito pouco em comparação ao que ainda não tivemos acesso, mas estamos buscando e vamos juntar essas informações e levá-las para adição ao processo ordinário. Pudemos, inclusive, observar o envolvimento de jornalistas do Amapá e dos suplentes... Tenho certeza que isso ajudará muito a comprovar a sabotagem e o TSE reformará a decisão nos dando de vez o direito de cumprir o mandato.

Pergunta: Agora que a liminar lhe garante a permanência como deputado enquanto o TSE não reformar a decisão e suas expectativas indicam um desfecho que lhe seja favorável, o senhor pretende cumprir o mandato parlamentar ou concorrerá a prefeitura de Santana?
Nogueira: Eu tenho dito para os amigos mais próximos que o momento mais difícil da minha vida, as pessoas podem imaginar isso; o quê é ter o diploma cassado e até mesmo as pessoas darem informações erradas a meu respeito, me chamarem de corrupto, afirmarem que distribui carteiras falsas para comprar votos, comprou a eleição... Isso entristece muito. E no momento mais difícil da minha vida, o povo de Santana, numa pesquisa realizada no momento de nossa cassação, declarou sua confiança em nós... hora liderávamos a pesquisa, hora empatávamos em primeiro lugar. Essa foi a maior demonstração de credibilidade que o povo de Santana podia me dar, um grande presente, dizendo que eu não sou bandido e que está ao meu lado. Se for a vontade dos santanenses, ficarei em Brasília, cumprirei o mandato de deputado federal; mas se meu município decidir pela minha candidatura à prefeito, obedecerei a vontade da minha gente.

Pergunta: Após o julgamento no TRE, o senhor disse à imprensa que haviam jornalistas envolvidos com seus adversários, objetivando a sua saída do cargo de deputado. O senhor pode nominá-los?
Nogueira: Está registrado nos altos do processo a que o procurador Pastana responde no Ministério Público Federal, em Brasília, o nome de um jornalista... está escrito o nome desse jornalista, que dava destaque a tudo de negativo em relação ao nosso mandato, criavam manchetes e inventavam depoimentos... Paralelamente, esse mesmo jornalista e sua equipe ajudavam a encobrir, o mais que podiam, o que ocorria com o procurador Pastana, cuja demissão foi pedida em processo do própria MPF em Brasília, sob acusações de corrupção, fraudes em licitações, tudo com o envolvimento do suplente Badú Picanço, tal qual explicita o relatório a que tive acesso, além do jornalista denunciado pelos doze servidores da Procuradoria da República no Amapá, está escrito lá: “ o jornalista e advogado, Carlos Lobato”, portanto eu não falei nenhuma besteira e está sendo comprovado e a verdade está vindo à tona.

Pergunta: A decisão do TRE foi unânime. Na sua opinião, à quê se deve esse fato? Porque a Côrte acatou tudo isso, quando lá em Brasília a linha de raciocínio foi completamente diferente?
Nogueira: Eu não culpo, nem tenho mágoa da Justiça do Amapá, até porque eu conheço a respeitabilidade do Judiciário amapaense; sou servidor concursado da Justiça do Estado, eu sei que ela é composta por homens e mulheres responsáveis, pessoas sérias. O que aconteceu neste caso foi um episódio a parte, o TRE do Amapá acabou se deixando levar, foi induzido pelo procurador que, a princípio, se mostrava um paladino da moralidade, também se deixou levar pela pressão da imprensa... Felizmente, está tudo sendo corrigido a tempo... Eu continuo acreditando na Justiça do Amapá, nas instituições públicas do país.


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.