OS CEM DIAS DE LULA

Brasília - ( 10/04/2003 ) - Da tribuna do Senado Federal, o senador João Capiberibe ( PSB - Amapá ), Vice-Líder do Governo, fez o seguinte pronunciamento sobre os primeiros cem dias do Governo Lula:

Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores,

Não poderia deixar de fazer uma reflexão sobre os cem dias do Governo do Presidente Lula que assumiu cheio de expectativas de mudanças por parte da sociedade brasileira, depois de uma década de políticas fundamentadas no Consenso de Washington, pensadas de fora para dentro e aplicadas no País. Essas políticas não só foram aceitas, como assumidas politicamente pelo Governo passado.

Nesses cem dias, pudemos observar a atitude paciente e a cautela do Governo do Presidente Lula e da coalizão. Mas já começamos a vislumbrar sinais de mudança fundamentais e importantes para a nossa sociedade.

As políticas neoliberais abriram o mercado brasileiro e sucatearam indústrias tradicionais. Ao reduzir as tarifas de produtos importados, colocaram dificuldades à nossa concorrência com os mercados globais que são capazes de produzir em escala e com alta tecnologia. Essas políticas redundaram em desemprego e em uma crise que, agora, estamos tratando de superar, abrindo caminho para uma nova alternativa de crescimento, de desenvolvimento e de distribuição de renda em nosso País.

Falar em crescimento econômico é insuficiente. Falar apenas em crescimento não basta. É necessário também falar na distribuição da renda, exatamente o grande entrave da sociedade brasileira que não consegue, por maior que cresça o seu Produto Interno Bruto, distribuir essa renda para que se incluam milhões de brasileiros e de brasileiras nas atividades econômicas e no mercado de consumo.

Ao longo desses doze anos, acompanhamos um caminho com uma só direção, tendo nos mercados o fio condutor das relações entre todos nós, como se o ato de comprar e vender pudesse resolver as nossas dificuldades e todos os nossos problemas. E agora, três meses após a posse do Presidente Lula, cheia de expectativas, a maioria das quais positivas - mas também havia evidentemente aqueles que, impacientes, esperavam atitudes de mudanças estruturais profundas, geradoras de crises -, observa-se que nada disso aconteceu. O que estamos presenciando é, de um lado, a permanência dos acordos e contratos firmados pelo Governo brasileiro com a governança global e, de outro lado, o Estado se mobilizando e mobilizando o que lhe resta de munição depois dessa onda neoliberal desenfreada que praticamente liquidou com os ativos da sociedade brasileira.

O Governo, então, reúne as suas últimas forças concentradas nos bancos públicos de investimentos, especialmente no BNDES - que agora deixará de financiar as empresas multinacionais para financiar as empresas nacionais e passará, sim, a induzir a expansão econômica, colocando seus recursos na nossa indústria e na infra-estrutura necessária ao crescimento econômico do País. Há, porém, a preocupação da distribuição: no Banco da Amazônia, no Banco do Brasil e nas agências de desenvolvimento regional.

Não podemos dizer que o País não tem dinheiro. Ainda restam recursos capazes de, com controle social e com políticas claras, provocar a expansão da economia. O Estado brasileiro ainda tem capacidade de mobilização financeira. E é esta mudança que estamos sentindo: a combinação de uma economia de mercado globalizada com uma política keynesiana, capaz de retomar para as mãos do Estado a indução do desenvolvimento econômico. A combinação dessas duas políticas nos permitirá readquirir a confiança na construção da sociedade brasileira.

Portanto, vejo com satisfação que as mudanças estão de fato acontecendo. Há preocupações sobre o retorno da inflação. Mas, à medida que se preserva a porta aberta às importações do País, haverá sempre uma maneira de equilibrar e de controlar a inflação.

Portanto, penso que nesses cem dias, ressalta-se a importante presença política do Presidente Lula no cenário naciona. Nós, Senadoras e Senadores eleitos pelo voto do povo, exercemos uma das funções mais difíceis entre todas as atividades humanas, que é a função política - função de construir e de reunir desejos para edificar projetos coletivos. É uma tarefa das mais delicadas a que nos corresponde. Da mesma forma, o Presidente Lula, com maestria, tem conduzido politicamente a situação: se a crise gerada no ano passado, que fez o dólar subir e a bolsa cair, nessa gangorra do mercado financeiro, foi provocada evidentemente pelo processo eleitoral, ela é, portanto, uma crise política. Da mesma forma, a condução política do Presidente Lula passou a trazer tranqüilidade e equilíbrio a essas forças de mercado.

A presença brasileira no plano internacional, as nossas posições relativas à invasão do Iraque, tudo isso demonstra a reinserção do Brasil no cenário mundial.

Desse modo, manifesto minha imensa satisfação ao verificar que começamos a ver uma luz no final do túnel, capaz de incluir os milhões de brasileiros e brasileiras que estão na expectativa de poder participar e recuperar sua cidadania perdida. Muito obrigado.


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Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.