Jornalista Lúcio Flávio Pinto é agredido e ameaçado de morte por herdeiro do grupo ORM em Belém

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Jornalista levou socos e pontapés do empresário Ronaldo Maiorana e de seus seguranças em restaurante de Belém; leia o artigo que provocou a reação violenta do empresário cujo grupo detém, além da afiliada local da TV Globo, o diário O Liberal e emissoras de rádio no estado do Pará.

Maurício Araújo
De São Paulo

O jornalista Lúcio Flávio Pinto registrou queixa de agressão e ameaça de morte contra o empresário Ronaldo Maiorana e seus seguranças hoje na delegacia do bairro de São Bráz, em Belém. Maiorana é diretor e herdeiro das Organizações Romulo Maiorana, o maior conglomerado empresarial de comunicações do estado do Pará. A agressão ocorreu no restaurante do Parque da Residência, no horário de almoço.

Segundo Pinto, Maiorana sentou-se em uma mesa atrás da sua e, cerca de vinte minutos após adentrar no recito, agrediu-o com um soco e passou a ameaçá-lo de morte aos berros. "Após o soco, ele me deu uma gravata e me empurrou. No chão, recebi chutes, também dos seguranças", afirmou o jornalista. O economista e comerciante André Carrapatoso Coelho, que acompanhava Pinto e tentou apartar a briga, também levou chutes e registrou queixa na polícia. Leia abaixo a entrevista exclusiva com Lúcio Flávio Pinto, onde ele narra detalhes do ocorrido.

O restaurante, localizado em uma região central da cidade, é freqüentado pela elite da capital paraense. Estava cheio na hora. "Havia por volta de 80, 100 pessoas, muitas das quais conhecem ele". Os Maiorana são conhecidos - e temidos - na cidade pelo enorme poder político que possuem no estado do Pará.

O Grupo ORM
O grupo empresarial ORM foi fundado por Romulo Maiorana, pai de Ronaldo e Romulo Filho. A empresa familiar detém a concessão da TV Liberal, a afiliada da Rede Globo no estado, além do principal diário paraense, O Liberal, e de algumas emissoras de rádio. O jornal O Liberal é líder do mercado local e possui 85% dos leitores paraenses.

Na sede do jornal, onde dá expediente, Ronaldo Maiorana não foi encontrado para dar declarações. "Apanhou e mereceu", afirmou um dos funcionários, que não quis se identificar, comentando o ocorrido. "Jornalista, e por acaso ele é jornalista?" Foi o que ouviu a reportagem do amazônia.org.br de outro funcionário do diário que também não quis dizer o próprio nome, enquanto tentava falar com Maiorana.
Lúcio Flávio Pinto já ganhou quatro prêmios Esso de jornalismo.

Também não foi possível conversar com o diretor de relações públicas, Edson Salame, que não estava presente , segundo um funcionário que se identificou como Luís Cláudio e que desligou o telefone abruptamente, finalizando o diálogo. Após essa interrupção as ligações do amazonia.org.br não foram mais atendidas.

O dono da quitanda
No artigo intitulado "O Dono da Quitanda", Lúcio expõe preocupação com a situação de "quase-monopólio" da opinião pública do estado do Pará, segundo ele atingida pelo grupo ORM. No texto, o jornalista percorre a trajetória de ascensão da organização, relatando episódios que permitiram a conquista da liderança nos diversos segmentos da mídia paraense. Também são elencados supostos exemplos de como os Maiorana utilizam esse poder para pressionar políticos e empresas a agir segundo seus interesses. Para o jornalista, o domínio que o grupo exerce "não tem paralelo em qualquer outra capital brasileira. Em todas elas a disputa é bem maior, não há essa hegemonia."

Lúcio Flavio Pinto
Lúcio Flávio é um dos mais prestigiados jornalistas em atividade na Amazônia brasileira. Vive em Belém, onde edita o Jornal Pessoal, uma publicação independente, preenchida quase que na totalidade com textos seus. Ao longo dos cerca de quarenta anos de profissão, colaborou com alguns veículos da imprensa brasileira, como a revista Veja, o jornal O Estado de São Paulo - onde escreveu por dezessete anos - e recebeu diversas premiações, inclusive internacionais. Também acumulou uma série de processos, alguns movidos por grandes empresas, como a C.R. Almeida, que viram seus interesses contrariados nas páginas do Jornal Pessoal.


Agora, o veterano da imprensa amazônica - participou até de Realidade - vai recorrer à Justiça. O inquérito por ameaça de morte e agressão já está em andamento. Pinto pretende pedir audiência à OAB/PA e ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Uma ação pedindo indenização por danos morais também deve vir na seqüência.




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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.