Presidente Lula serve de muleta para Sarney

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anda preocupado com o futuro político do aliado José Sarney. Ainda no ano passado, disse a um interlocutor estar disposto a fazer o que puder para ajudar o senador do Amapá a renovar o mandato. O primeiro passo será dado com a nomeação de Roseana Sarney para um posto na Esplanada dos Ministérios. A situação do ex-presidente da República está difícil tanto no Amapá quanto no Maranhão, estado natal onde comanda a política há quarenta anos. O grupo comandado por Sarney rachou desde que o governador José Reinaldo Tavares (PTB) e a primeira-dama Alexandra resolveram enfrentar o clã poderoso. Na última quinta-feira, José Reinaldo juntou-se aos partidos de oposição aos Sarney para fazer uma frente de ''libertação'' do Maranhão com o objetivo de pôr fim ao domínio da família. O acordo incluiu PT, PDT, PCdoB, PMN e PP. Velhos parceiros no Maranhão e em Brasília, o ex-presidente e o governador romperam por causa de uma relação de ódio entre a senadora Roseana (PFL-MA) e Alexandra Tavares. O cabo-de-guerra entre as duas facções vai passar por um teste no final do mês. Está marcada para o dia 31 de janeiro a sessão destinada a eleger o próximo presidente da Assembléia Legislativa do Maranhão. A reunião deveria ter acontecido no final do ano passado, mas foi adiada por uma providencial mudança no regimento feita pelo grupo Sarney. Se tivesse acontecido, José Reinaldo conseguiria eleger um aliado para o comando do legislativo estadual. Na época, contabilizava 24 votos. Com a postergação, os sarneysistas acreditavam ter tempo para virar o jogo.

Contavam, para isso, com a nomeação de Roseana para o ministério de Lula ainda este mês. Com mais poder em Brasília, a filha de José Sarney ficaria fortalecida para negociar a eleição do presidente da Assembléia com deputados estaduais e prefeitos. Mas a reforma ministerial atrasou - e atrapalhou - os planos dos Sarney. Ao mesmo tempo, o governador costurou uma aliança com o objetivo de garantir votos suficientes para controlar a mesa da Assembléia. José Reinaldo teme um processo de impeachment caso perca a eleição.

Interessada em voltar ao governo do estado, Roseana fustiga o governador com denúncias de corrupção contra a atual administração. No início do ano, a revista Veja publicou reportagem sobre o pagamento de milhões de reais por estradas que nunca foram feitas. José Reinaldo devolve na mesma moeda. Assim que as acusações foram divulgadas, o governador criou uma corregedoria no estado para investigar 183 obras contratadas na última década no Maranhão. Nesse período, Roseana ocupou o Palácio dos Leões, sede do Executivo estadual, por oito anos. No pacote de vingança, José Reinaldo incluiu a reabertura de um processo sobre o pagamento de R$ 33 milhões por uma estrada que deveria ter sido feito entre Arame e Paulo Ramos, no interior do estado, durante o governo de Roseana. Um documento enviado pelo PT maranhense a Lula afirma que nenhum centímetro da obra foi construído. Veto local - Mesmo pressionado pela direção nacional do partido, defensora de Sarney, os correligionários do presidente no Maranhão usam a acusação como argumento para tentar impedir a nomeação da filha do senador José Sarney para o ministério.

Outro movimento do governador ressuscitou uma antiga rusga da política estadual. José Reinaldo criou um corregedoria para comandar as investigações, sob o comando de Néa Bello de Sá, filha de Newton Bello, adversário de José Sarney na política maranhense nos anos 60. Newton Bello foi cassado pela ditadura com base no Ato Institucional 5 (AI-5). Aliado dos militares, Sarney foi acusado pela família do político perseguido de tramar o afastamento do rival. O ódio resiste até hoje. Se José Reinaldo mantiver a aliança com os antigos adversários até 2006, mesmo os aliados de Sarney reconhecem as dificuldades para o grupo manter o poder no estado. Descrentes em uma recomposição entre Roseana e o governador, apostam no surgimento de um candidato de consenso entre as duas partes. Os nomes apontados como mais viáveis são os do ex-governador e atual senador Edison Lobão (PFL) e o do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Edson Vidigal. Sarney viveu uma situação difícil quando deixou a Presidência da República em 1990. Na ocasião, perdeu o apoio do então governador Epitácio Cafeteira (PMDB) e teve medo de ser derrotado no Maranhão, onde apenas uma vaga seria disputada para o Senado. A solução encontrada foi a transferência do domicílio eleitoral para o recém-criado estado do Amapá, onde foram eleitos três senadores naquele ano.

Um deles foi o ex-presidente. Dezesseis anos depois, nada garante que o Amapá será uma solução para os problemas de Sarney. Apenas uma vaga estará em disputa e o governador Waldez Góes tem baixa popularidade. Os
rivais do ex-presidente na política amapaense acreditam na possibilidade de, finalmente, derrotá-lo.

O ex-governador do Amapá, João Capiberibe, hoje senador, responsabiliza Sarney por um processo de cassação de mandato que enfrenta no Superior Tribunal Federal (STF) por suposto crime eleitoral e prepara-se para dar o troco. ''Vai ser muito difícil desta vez para ele conseguir um mandato no estado'', afirma. Uma potencial adversária de Sarney é a deputada Janete Capiberibe (PSB), mulher do ex-governador e também envolvida no processo de cassação.

(Eumano Silva e Guilherme Evelin - Correio Braziliense)



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