Governadora exige empenho
por medidas compensatórias

Durante o encontro com o ministro da Integração Regional, Luciano Barbosa da Silva, que aconteceu na residência oficial no final de semana, a governadora Dalva Figueiredo (PT) cobrou mais uma vez o empenho do governo federal na liberação de recursos para os projetos que fazem parte do elenco de medidas compensatórias que o presidente Fernando Henrique Cardoso prometeu, ao criar o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque. A governadora explicou ao ministro que a liberação de R$ 4,5 milhões para as obras da BR—156 são na verdade apenas os recursos a serem ressarcidos ao Tesouro estadual, já que o dinheiro que movimenta hoje a pavimentação da BR é da arrecadação prória do Estado. “Na verdade não há dinheiro novo para a estrada, o que contraria o compromisso do governo federal com as medidas compesatórias”, reclamou.

Dalva também lamentou que a construção da estrada que liga Macapá a Oiapoque e que tem papel fundamental na cooperação transfronteiriça com a Guiana Francesa, tenha sido instrumentalizada politicamente. “No final quem acabou prejudicada foi a população da região que teve que amargar o desemprego. Acho que foi uma atitude leviana da empresa C.R Almeida, que deve desculpas ao povo do Amapá”, afirmou.

O ministro Luciano Barbosa não mencionou, em nenhum momento do encontro, a argumentação utilizada em entrevista coletiva na manhã de sábado de que o Estado estava inadimplente para receber verbas federais. Ao invés disso convidou a governadora para ir ao seu gabinete em Brasília, como forma de agilizar os projetos que estão incluídos no rol das medidas compensatórias.



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Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.