Arquitetos holandeses fazem
estudos sobre as cidades
de Serra do Navio e Santana

Um grupo de 16 arquitetos, liderado pelo holandez, Paul Meurs, foi recebido nesta segunda-feira, 25, em Macapá, no Estado do Amapá, pela governadora, Dalva de Souza Figueiredo (PT). O encontro aconteceu no Palácio do Setentrião, por volta das 16h. O grupo que está há vários dias no Estado irá fazer um esboço a governadora sobre os estudos arquitetônicos que realizou nas cidades de Serra do Navio e Vila Amazonas, em Santana. A questão é que os dois municípios foram desenhados pelo projetista Osvald Bratke. Na Holanda existem algumas cidades também desenhadas e projetadas com extrema semelhança ao trabalho de Bratke.

Além das cidades do Amapá, o grupo de arquitetos agendou visita em seis outras cidades do Brasil. Em Macapá, a equipe recebeu apoio do Instituto de Desenvolvimento do Turismo no Estado (Detur). A façanha dos holandeses ganhou apoio também do Instituto Holandês de Planejamento, que os ajudou no planejamento das viagens.

Para Silvia Cláudia Campos Isacksson, diretora do Detur Amapá, o turismo cientifico tem crescido no Estado e se identificado cada vez mais como fonte de recursos para a região. Uma das razões, explica a diretora, é que a taxa de permanência desse tipo de turista em geral é mais alta. Os gastos conseqüentemente são bem maiores (O turista usa desde a companhia aérea, hotel, guias, transporte, alimentação, tradução, telefonia, etc).

Paul Meurs, esteve em Macapá em 1998, época em que palestrou para um grupo no auditório do Serviço Social do Comércio (SESC). Paul é arquiteto formado pela Universidade de Delft em 1988, e doutor em letras pela Universidade VU de Amsterdam em 2000. Há quinze anos, Paul faz intercâmbio com o Brasil; ele publicou livros na Holanda sobre o Brasil e vice-versa. O arquiteto também foi responsável por documentários e intercâmbios entre os dois países - a exemplo da 3ª e 4ª Bienal de Arquitetura de São Paulo), além de gerir o projeto “Design Solidário”, em uma favela em São Paulo e no sertão do Estado de Pernambuco.

Durante a conversa que durou cerca de uma hora e meia, os arquitetos revelaram que do ponto de vista paisagístico e urbanístico, Serra do Navio tem uma localização estratégica. Segundo eles, a construção das residências e distribuição urbana da cidade se enquadra nos padrões exigidos. O grupo não escondeu a preocupação com o desgaste social e ambiental que Serra do Navio apresenta hoje, resultado de um mega projeto da empresa Icomi. Dalva Figueiredo, por sua vez garantiu que, a partir de 2003, o Governo Federal em parceria com o Governo local, irá investir em um projeto de resgate e preservação da cidade serrana.

EDY WILSON SILVA


 

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Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.