Exposição de artesanato
mostra trabalhos
das internas do Copen


As mulheres internas do Complexo Penitenciário do Amapá (Copen) montaram uma feira de artesanato no saguão da Defensoria Pública do Estado (Defenap), na quinta-feira, 09, para expor e comercializar os produtos confeccionados por elas, a partir dos cursos realizados dentro da penitenciária, numa parceria entre o Copen e a Defenap.

A parceria existe desde outubro de 2001, quando a direção do Complexo incentivou o trabalho, buscando a profissionalização como um caminho para a resocialização dos internos.

Neste período, quatro cursos já foram realizados: confecção de grinaldas, bonecas para enfeite, macramé em toalhas e cestaria em papel reciclado. A Defenap, além de oferecer os cursos, contribui com a matéria-prima a ser utilizada durante o treinamento. Na feira estavam expostos vasos com flores, cestas e bolsas de papel reciclado, tapetes e cortinas de barbante, roupas infantis e saídas de praia em crochê, roupas para banheiro e toalhas de banho em macramé. Todo esse material é vendido a preços bem acessíveis.

Cleodinéia Paes, coordenadora da Penitenciária Feminina, disse que essa é a segunda feira itinerante. A primeira foi realizada na Assembléia Legislativa. Para o mês de junho está prevista uma exposição no hall do Centro de Formação e Desenvolvimento em Recursos Humanos (Ceforh). "Ainda não temos um calendário definido, mas com certeza, essa feira será realizada mensalmente".

Para Solange Maciel, diretora do Copen, oportunizar a profissionalização através de cursos, a exemplo dessa parceira com a Defenap, tem influenciado na auto-estima, na valorização das presidiárias enquanto mulheres, bem como tem oportunizado a elas prover as suas famílias.

Com uma nova perspectiva de vida, a partir da profissionalização, as 45 detentas que estão atualmente no Copen estão sentido suas vidas tomarem um rumo diferente, foi o que disse Elizete Cunha, 31, com previsão de liberdade para 2004. "Essa nova direção está dando muitas oportunidades para a gente. Nós estamos podendo ajudar nossa família lá fora, e quando nós sairmos daqui, com certeza será tudo diferente". O trabalho dentro da penitenciária também oferece remissão das penas. Para cada ano trabalhado, são três meses a menos lá dentro.

Socorro Menezes

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.