Feira e Museu Indígena
vão aquecer
economia do Oiapoque


A comunidade de Oiapoque, distante 590 quilômetros da capital, extremo norte do País, se prepara para receber em julho deste ano, mais um ponto turístico e cultural, beneficiando diretamente cerca de quatro mil índios de três das cinco etnias do Estado do Amapá, localizadas naquele município (Galibi do Oiapoque, Galibi Marworno, Karipuna e Palikur). Trata-se da Feira do Produtor Agrícola dos Povos Indígenas, anexa ao Museu Koahi (nome dado a uma espécie de peixe comum na região) - um lugar especial onde a arte, ciência e tecnologia estarão ao alcance das suas mãos. Segundo o Instituto de Desenvolvimento do Turismo do Estado do Amapá (Detur), a expectativa é aquecer a economia local, com a comercialização da produção indígena.

Lá, o visitante poderá explorar o mundo fantástico de descobertas e entender a relação da vida dos indígenas daquela região, através do artesanato, carpintaria naval e produção agrícola. A forma como os índios convivem com a natureza, como utiliza seus conhecimentos para dominar novas tecnologias e as conseqüências disso para o planeta. O empreendimento, que será gerenciado pelos próprios índios, se encontra em fase conclusão e vai custar mais de um milhão de reais ao Governo do Amapá.

Pelo projeto, o museu vai abrigar exposições de longa duração e temporária (acervos indígenas – cultura indígena), lote de artesanato, videoteca e salas de imagem, de som, de reservas técnicas, de oficinas, de restauros e auditório. Segundo José Paixão Moreira Martins, responsável pela elaboração de projetos especiais do Detur, a idéia do museu surgiu da reflexão dos próprios indígenas, como um instrumento de preservação, fusão da cultura material e viabilidade sustentável para a população indígena daquela região que faz fronteira com a Guiana Francesa. "Será também, um instrumento de pesquisa, já que as aldeias daquelas etnias estão situadas numa área riquíssima em sítios arqueológicos, tanto históricos como pré-históricos, ainda não pesquisados", acrescenta ele.


A feira

Como o museu está sendo executado dentro de um projeto de sustentabilidade sócio-econômica e ambiental nas áreas indígenas, a feira também era necessária, pela falta de um espaço apropriado para a comercialização dos produtos indígenas. Os índios de Oiapoque são excelentes construtores navais, tendo eles, a melhor produção em qualidade e quantidade de farinha do Estado.

CARLOS DE JESUS e EDY WILSON,

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.