Mazagão prepara a
festa de São Tiago

O município de Mazagão, localizado a 36 quilômetros da capital, região sul do Estado, com mais de 12 mil habitantes, hoje é o lugar a ser visto. Com uma área de 13.189 quilômetros quadrados, Mazagão chama atenção por sua tranqüilidade e clima ameno o ano inteiro. No mês de julho, a festa da Mandioca antecede a tradicional festa de São Tiago, realizada em Mazagão Velho. O ápice da festa ocorre nos dias 24 e 25, com o "Baile de Máscaras" e a dramatização da "cavalhada", com uma reprodução das lutas travadas entre mouros e cristãos, com grupos trajados a rigor.

Para oferecer ainda melhores condições aos visitantes, Mazagão vem recebendo investimentos na área de infra-estrutura, através do Governo do Amapá, que tem mudado nos últimos anos, a imagem da cidade. O visitante pode pegar ônibus ou transporte alternativo diário, e em pouco mais de uma hora estará chegando à cidade. No caminho, chama a atenção a bela paisagem natural, com seus lagos e rios.


Benefícios

Este ano, espera-se a inauguração do módulo esportivo, do Centro Cultural Cutião, do antigo prédio do Fórum, que foi reformado e transformado em biblioteca do Hotel de Trânsito, já concluído, e de 17 quilômetros do asfaltamento da estrada de acesso à cidade, além do funcionamento 24 horas das balsas, na travessia Matapi/Vila Nova, com a entrada da quarta balsa reserva, que se encontra em construção. Esses investimentos já ultrapassam a R$ 1,5 milhão.

No elenco de obras, encontram-se ainda em andamento as obras de recuperação de um trecho com 50 quilômetros do ramal do Camaipi; construção do calçamento e o meio fio para pedestre da rua Veiga Cabral; das escolas estaduais Osmundo Valente Barreto, com quatro salas de aulas, no Lago do Ajuruxi, e do Rio Navio, com duas salas de aulas, bem como a construção do muro, iluminação da área externa e reparos no prédio da Câmara de vereadores, e reforma e ampliação da escola Estadual Manoel Queiroz Benjamim.

Para o prefeito José Odair Benjamim, os investimentos são resultados de uma parceria que deu certo e mostra o compromisso do governo com a população. "É muito mais que infra-estrutura, estamos trazendo cidadania e melhor qualidade de vida aos nossos munícipes."


Um passeio encantador até Mazagão

A população de Mazagão é originária do norte da África (Marrocos), que foi colonizada pelos portugueses que pensavam em expandir seus domínios a partir da construção de fortes e castelos. No entanto, as questões religiosas entre muçulmanos, mouros e cristãos portugueses, desaguaram numa sangrenta guerra santa, cujos custos oneraram em muito a Coroa portuguesa.

São travadas lutas acirradas entre mouros e cristãos e, nas breves tréguas, os mais antigos contam que surgia a imagem de um cavaleiro branco, identificado como São Tiago, que passou a ajudar os lusos a vencer as grandes batalhas.

Os primeiros habitantes de Mazagão, no Amapá, foram 114 brancos e 103 escravos, que se transformaram nos primeiros agricultores desta região que faz parte do Estado. A primeira capital brasileira a hospedar os bravos mazaganenses africanos foi Belém. Eles permaneceram até junho de 1771, enquanto eram construídas moradias para receber esta população recém-chegada.

Por causa da decadência de Mazagão amazônica, visto as circunstâncias da situação sócio-econômica e política, por volta de 1915 o governador do Pará resolve incorporar esta vila ao município de Macapá. Este fato deixou seus moradores muito insatisfeitos, pois queriam continuar com sua autonomia político-administrativa. Surgiu assim um novo local para instalação da sede de seu município.

A área escolhida para servir Mazagão Novo fica situada a 30 quilômetros de Mazagão Velho e mais próximo à cidade de Macapá, em frente ao Furo do Beija-Flor, entre o rio Vila Nova e o braço esquerdo do Amazonas.
Através da Lei Estadual paraense nº 46, ficou decretada a transferência da sede de Mazagão Velho para Mazagão Novo, oficialmente instalada no dia 15 de novembro de 1915.

Em sua área estão localizadas duas importantes Unidades de Conservação do Estado, que são as Reserva Extrativista do Rio Cajarí" e a de "Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru", que atendem a um novo modelo de desenvolvimento econômico, cuja principal atividade econômica é o extrativismo da "Castanha-do-Brasil".

Carlos de Jesus Pereira,

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.