Jogos vão reunir 1,5 mil
índios no Oiapoque

Tudo pronto para a realização do VIII JOGOS INDIGENAS DO ESTADO DO AMAPÁ, para o mês de novembro, na Aldeia do Manga, município de Oiapoque, há 600 quilômetros da capital. A programação prevê, a participação de aproximadamente 1, 5 mil atletas de 21 aldeias indígenas.

O evento é patrocinado pelo Governo do Estado, através do Departamento do Desporto e Lazer (DDL). No sábado, 12, a Comissão Organizadora do evento reunirá com as lideranças indígenas de Oiapoque para definir, entre outras coisas as modalidades a serem apresentadas nesta edição dos Jogos Indígenas. Agostinho Lopes, coordenador geral dos jogos, anunciou que a programação será montada em parceria com os índios. “Eles conhecem o potencial dos atletas indígenas, sabem muito bem das aptidões esportivas de cada aldeia”.

O coordenador garante que a partir desta reunião de sábado, o DDL irá definir também a data oficial de abertura dos jogos, pré-estabelecida para o período de 15 a 24 de novembro.

EQUIPES- As Aldeias participantes dos Jogos Indígenas deste ano são: Kumarumã, kumenê, Santa Izabel, Espírito Santo, Flexa, Tauary, Açaizal, Manga, Ariramba, Galibi, Kumuivá, Paxiubal, Taminã, Encruzo, Japiin, Zacarias, Kuikuity, Amomy, Samauma, Tukai, Estrela, Kuripi, Juminã e Aahá.
A disputa dos jogos este ano acontece na sede da Aldeia Manga, distante a aproximadamente uma hora, via terrestre, da cidade de Oiapoque.

Agostinho, que tem experiência na coordenação de outras olimpíadas, lembra que as modalidades mais comuns dos atletas indígenas são futebol de campo, voleibol, natação, canoagem, corrida de torra, pesca, entre outras.

OLIMPIADA- O Governo do Estado, pretende a cada ano, melhorar as políticas públicas voltadas para os índios. O DDL acredita que em 2003, os índios do Amapá estarão aptos a participar da Olimpíada Nacional dos Povos Indígenas, que acontece anualmente. Os Jogos Indígenas do Amapá, tem o objetivo de promover a integração entre as comunidades, com acesso ao esporte e lazer organizado.

EDY WILSON SILVA

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
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Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.