Diocese espera 150 mil fiéis
no Círio de Nazaré este ano

A Diocese de Macapá já está com tudo pronto para receber os milhares de fiéis que celebram, neste domingo (13) o 64º Círio de Nazaré, em Macapá. A previsão da Comissão Organizadora é de que 150 mil fiéis acompanhem a procissão. A cada ano cresce o número de pessoas no Círio, segundo o bispo de Macapá, Dom João Risatti. “Além da devoção a Nossa Senhora, isso se deve ao crescimento da religiosidade, o povo está descobrindo que viver só em relação às coisas humanas não resolve nada, não dá esperança de futuro, por isso começa a buscar o transcendente”.

Para isso, toda a infra-estrutura foi montada nas Igrejas que estarão diretamente envolvidas nas celebrações: Jesus de Nazaré, Nossa Senhora de Fátima e São José. O Governo do Estado apóia o evento com investimentos na ornamentação e material de divulgação do Círio.

O tema do Círio é: “Maria solidária com os necessitados”. Uma referência à mãe de Jesus, que acolhe o plano de Deus e se coloca a serviço dos mais necessitados. “Maria é o nosso grande exemplo” afirma Dom João Risatti, bispo de Macapá. Diante da miséria e da fome do povo a intenção da Igreja é anunciar e colocar em prática o projeto de Jesus Cristo que veio trazer vida plena para todos.

O tema do Círio está relacionado também com o “Mutirão de superação da Miséria e da Fome”, lançado em maio pela CNBB. A iniciativa da Igreja parte da solidariedade com os menos favorecidos, estimulando a educação e o envolvimento de toda a sociedade em ações que possam contribuir para, pelo menos, minimizar a fome do povo.

“A atitude de Maria que, mesmo sabendo que iria ser a mãe do Salvador, como diz o Evangelho, vai ‘apressadamente’ ajudar sua prima Isabel, mulher de idade que ia ter um filho e a atitude que ela teve nas bodas de Caná, nos estimula, hoje, a olhar para a pobreza do nosso povo. A fome é um grande escândalo e uma grande ofensa a Deus”, explica o bispo, que faz um apelo aos recém-eleitos e futuros governantes “que nas leis e planos de governo proporcionem meios para a superação da miséria e da fome no Estado.”

Transladação e Círio
A transladação da imagem da Virgem de Nazaré será neste sábado começando às 19 horas com o cortejo acompanhando a saída da imagem do Pequeno Carmelo de Santa Terezinha, onde fica durante todo o ano. A Missa será na frente da Igreja Jesus de Nazaré. Nesta celebração a imagem recebe um manto novo, doado pela família Mendes Rosário. Artur Mendes, o chefe da família, falou emocionado que considera uma “graça de Deus poder doar o manto neste ano”.. Após a Missa, a imagem de Nossa Senhora será levada em procissão até a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, de onde sai o Círio.

A exemplo dos outros anos, a Missa do Círio inicia às 07h30, na praça da Igreja de Nossa Senhora de Fátima. A celebração será presidida por Dom João Risatti e concelebrada por todos os sacerdotes da Diocese, que residem na Capital.

Itinerário
A procissão sai da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, pela Cora de Carvalho, passando pela Hamilton Silva, Presidente Vargas, Cândido Mendes entrando em frente à Igreja de São José. Lá, o bispo dará a bênção final. Durante o trajeto serão feitas reflexões sobre o tema do Círio.

A Coordenação de Procissão estará credenciando os carros que transportam crianças vestidas de anjos; os interessados devem procurar pessoas da comissão organizadora, que estarão identificados, na frente da Escola José de Anchieta (Av.Cora de Carvalho), a partir da seis horas, para credenciarem os seus carros.

Um palanque está sendo montado na Presidente Vargas para os cantores locais que irão homenagear Nossa Senhora cantando “Maria de Nazaré”, do cantor e padre Zezinho e “Maria Clara” composição de Naldo Maranhão, Manoel Cordeiro e Zé Miguel.

A novidade deste ano ficou por conta desses artistas que fizeram um mutirão musical e gravaram um CD. Além de “Maria Clara”, constam “O Milagre de Caná” de Luiz Carlos e Moema; “Maria Menina” de Fernando Canto, Manoel Cordeiro e Zé Miguel; “Maria da Paz” de Ronery; “José e Maria”, de Joãozinho Gomes e Val Milhomem; “Maria dos Navegantes” de Fernando Canto, Osmar Junior e Manoel Cordeiro e “Maria do Tempo” de Osmar Júnior. O lançamento do CD foi no dia 12 de setembro, juntamente com a Revista do Círio, outra novidade. A revista traz matérias do professor e historiador Nilson Montoril, do biblista Sandro Galazzi e de Anna Maria Rizzante Galazzi.

Programação iniciou em setembro
A programação religiosa começou no dia 24 de setembro com a Missa do Envio celebrada no santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de onde saíram 12 imagens em peregrinação pelas paróquias e órgãos públicos. “É impressionante ver que onde a imagem de Nossa Senhora passava, despertava a atenção e o carinho das pessoas. É Maria de Nazaré que conduz a todos os fiéis ao coração de Jesus", diz o coordenador do Círio, padre Aldenor Santos.

A romaria fluvial, que aconteceu pela segunda vez, foi realizada no dia 27 de setembro saindo do Porto de Santana para o Cais de Santa Inês em Macapá, onde uma multidão aguardava a chegada.


Círio das Crianças
O círio das Crianças será no próximo sábado (19). A Missa inicia às 17 horas, na Igreja de São José e de lá sai a procissão que todo ano conta com o entusiasmo da garotada.

A parte religiosa prossegue até o dia 21 quando haverá o recírio com a “procissão das luzes”, quando a imagem que estava na Igreja de São José, retorna ao Pequeno Carmelo de Santa Terezinha. Esta procissão é marcada pelas luzes das velas e dos fogos de artifícios soltados ao longo do trajeto.

Festa Social
A festa social está marcada também para o dia 19. “Será o momento de confraternização das famílias”, informa Carlos Belo, coordenador da Comissão Social. Mais uma vez os cantores da terra vão estar presente, alegrando o “jantar familiar”, que, além da venda de comidas, terá leilões e sorteios de prêmios como um boi, uma televisão, uma passagem para os trechos Macapá- Belém-Macapá e uma máquina de lavar. “Com a renda da noite pretendemos cobrir as despesas do Círio e o restante será empregado na nova Catedral", concluiu o coordenador.

Organização
Para melhor organizar e viabilizar todos os momentos do Círio foram formadas duas comissões: a de liturgia e a social, sob a coordenação geral do padre Aldenor Benjamim, que também é coordenador da Pastoral da Comunicação na Diocese. Essas comissões organizaram as sub-comissões. Ao todo, estão envolvidas 1800 pessoas, voluntárias, nas diversas atividades: liturgia, segurança da berlinda, ornamentação, romaria fluvial, Missa do Envio, peregrinações e infra-estrutura.

Graça Penafort


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Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.