BARCO DA JUSTIÇA ITINERANTE
SERÁ INAUGURADO ESTE ANO.

Já está em fase de acabamento o barco destinado a atender a modalidade de justiça itinerante fluvial realizada pelos Juizados Especiais Cíveis da Capital. A constatação foi feita durante visita a obra, realizada esta semana pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Desembargador Carmo Antônio de Souza, acompanhado do superintendente estadual do Banco do Brasil, Gerôncio Paes de Luna Filho, do gerente geral Carlos Roberto e da Assessora da Fundação Banco do Brasil, Marta Kruger. A embarcação, que está sendo construída num estaleiro do município de Santana graças a um convênio entre o Tribunal de Justiça e a Fundação Banco do Brasil, deverá ser inaugurada em dezembro vindouro.

A assessora da Fundação Banco do Brasil na área de assistência social, Marta Kruger, que veio a Macapá para verificar o andamento da obra, se disse surpresa com o avançado estágio de construção do barco. “Temia que o trabalho só fosse concluído no próximo exercício. O processo eleitoral e a mudança no comando do Tribunal de Justiça poderiam trazer algumas complicações de ordem operacional”, disse a assessora, elogiando a capacidade de trabalho da engenharia naval local e a dedicação da equipe do TJAP encarregada do projeto que permitirá a expansão dessa modalidade de distribuir justiça em condições confortáveis e seguras. Hoje, as jornadas fluviais são realizadas em barcos alugados que nem sempre atendem as essas exigências.

O Amapá está entre os quinze Estados brasileiros que receberam apoio financeiro da Fundação Banco do Brasil para o projeto “Justiça Itinerante”, dentro do programa de apoio à Modernização e Informatização do Poder Judiciário Brasileiro. O valor concedido pela FBB é de R$ 216.300,00 e a contrapartida do Judiciário é de R$ 80.000,00.

PROJETO ECOLÓGICO
O Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Carmo Antônio de Souza, destaca o valor inédito de R$ 216.000,00 aprovado pela Fundação Banco do Brasil, lembrando que até hoje, nenhum projeto havia ultrapassado a cifra de R$ 100.000,00 no âmbito daquela instituição. Ele atribui isso ao reconhecimento, por parte da Fundação, do trabalho relevante da Justiça Itinerante em prol das comunidades ribeirinhas e do primoroso projeto de construção do barco a ser utilizado nas jornadas fluviais, que reflete a preocupação do judiciário com o meio ambiente. “A embarcação foi projetada com o propósito de atender exclusivamente a Justiça Itinerante, obedecendo aos padrões de conforto e higiene não apenas aos membros da magistratura, ministério público e técnicos das instituições que acompanham as jornadas, como também aos jurisdicionados que em geral são atendidos dentro do barco”, destacou lembrando que também consta do projeto a instalação de estações de tratamento de água e de esgoto, de forma que nenhuma substância poluidora seja lançada no Rio Amazonas. “Será uma embarcação ecologicamente correta”, enfatiza.

ESPECIFICAÇÕES
Trata-se de embarcação de madeira, do tipo regional,para navegação fluvial com capacidade para transportar até 65 pessoas e 23,8 toneladas de carga, com requisitos de segurança superiores a normas da Diretoria de Portos e Costas da Marinha Brasileira. Tem comprimento de 22,50 metros e boca moldada de 4,8 metros. Possui uma sala de audiência para 10 pessoas e dois camarotes climatizados, sendo um equipado com computadores, radar, ecobatímetro, rádios VHS e SSB para comunicação e antena parabólica. Está equipado com motor de 200 hp e dois grupos geradores de 15 e 25 KVA. Está sendo construído no Estaleiro WB Oliveira e Sena, em Santana com previsão de conclusão para o mês de novembro vindouro.

(Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça)

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Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.