TESE SOBRE ALÔ, ALÔ, AMAZÔNIA
É APROVADA
COM NOTA MÁXIMA NA PUC-SP


Professor e radialista Rostan Martins conclui mestrado sobre programa de mensagens da Rádio Difusora de Macapá e terá livro publicado

SÃO PAULO - A tese de mestrado do professor e radialista Rostan Martins, que faz uma análise semiótica sobre o programa de mensagens radiofônicas "Alô, Alô Amazônia", veiculado há 46 anos pela Rádio Difusora de Macapá (RDM)- emissora do governo do Amapá, foi aprovada com nota máxima ontem, segunda-feira, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). A pesquisa foi considerada pela banca examinadora, composta de três doutoras em comunicação das universidades mais importantes de São Paulo, um marco no estudo das produções radiofônicas da Amazônia porque contribui com uma nova visão teórica sobre a oralidade amazônica mediada pelo rádio.

De forma geral o estudo mostra como as pessoas que moram em locais distantes e isolados da região amazônica se utilizam do rádio para se comunicar combinando um repertório próprio de construção oral que identifica culturalmente os interlocutores traçando por outro lado uma espécie de mapeamento geográfico dos mais diferentes e distantes grotões da região. "O Alô, Alô Amazônia é o canal onde ribeirinhos, pescadores e homens da floresta passam suas mensagens diretamente para as pessoas interessadas. É como se fosse uma espécie de correio eletrônico do caboclo, inventado antes mesmo de se conceber a Internet", compara Ronstan Martins.

A pesquisa procurou também recuperar todo o contexto em que está inserido o rádio na cultura amazônica fazendo um retrato fiel de como o caboclo da região valoriza a comunicação radiofônica.

As histórias e fotos de famílias do interior do Amapá que praticam quase que um ritual para o horário da recepção das mensagens impressionou muito a banca examinadora. "Esse trabalho não é meramente teórico. Ele dá visibilidade ao Estado do Amapá e a toda a sua cultura. Cria a imagem do rádio como possibilidade real de um povo", diz a professora-doutora da FAAP (Fundação Álvares Penteado) e da Universidade São Judas Tadeu integrande da banca que examinou o trabalho.

Os esquemas teóricos e levantamentos bibliográficos feitos ao longo de três anos que conferem ao texto um rico material sobre a Amazônia devem ser publicados em livro através de um projeto da PUC-SP que deve se chamar "Cartografias Brasileiras" com abertura feita pela pesquisa de Rostan Martins. "O trabalho é bem original porque submete um tema regional a uma teoria da comunicação que é a semiótica. Além disso a pesquisa nos traz reflexões ótimas e uma riqueza de material de recuperação da memória da capacidade criativa e poética das pessoas que vivem nesta região", comentou a professora-doutora da Universidade São Paulo (USP), Jerusa Pires Ferreira, que também participou da banca examinadora.

Participaram da defesa pública da pesquisa, o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá, Gilberto Ubaiara, o chefe de gabinete da Secretaria de Comunicação Benedito Alcântara e o radialista Olívio Fernandes que apresenta o programa Alô Alô Amazonia. (ANA).

(Gilberto Ubaiara )

 

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Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.