Grupo da Melhor Idade de
Mazagão Velho venceu o
Festival de Arte e Dança


Encerrado sábado, 09, no Teatro das Bacabeiras, o I Festival de Arte e Dança da Melhor Idade, promovido pelo Governo do Amapá, em parceria com a Associação Brasileira de Clubes da Melhor Idade (ABCMI/AP). Dez grupos participaram do festival, iniciado na sexta-feira, 08. Para assistir ao espetáculo foi cobrado um quilo de alimento não perecível. Durante os dois dias, o festival foi prestigiado por centenas de pessoas, principalmente idosos. Os vencedores foram em primeiro lugar: Grupo da Melhor Idade Nossa Senhora de Assunção, do Distrito de Mazagão Velho; segundo lugar Clube da Melhor Idade da Paz, da ABCMI no Amapá, e em terceiro lugar Grupo do Pró-Idoso, da Associação dos Idosos do Amapá (ASSAP).

Os grupos participantes foram: Clube da 3ª Idade Livro da Vida; Clube da Melhor Idade Marco Zero do Equador; Associação Brasileira dos Clubes da Melhor Idade do Amapá; Clube da 3ª Idade Brilho do Sol; Grupo da 3ª Idade Nossa Senhora da Assunção; Grupo da Melhor Idade Pró-Idoso, Clube Centro Arte e Vida da 3ª Idade, e Clube da Melhor Idade da Paz.

RECONHECIMENTO-
Para Raimunda Castro Silva, 64, presidente da ABCMI/AP, é uma grande alegria participar de manifestações em homenagem aos idosos. Ela fez questão de afirmar que se não fosse o apoio do Governo do Estado, os projetos da associação no Estado enfrentariam dificuldades para serem executados. A presidente diz que o festival foi uma oportunidade para os grupos da melhor idade mostrar o talento, auto-estima e força de vontade de centenas de idosos. “Um dos projetos patrocinados pelo Estado é o próprio festival”.

Raimunda entende que a dança é uma terapia aos idosos é uma forma de reverenciar e reviver um pouco a juventude. “Os idosos se realizam muito com a dança. Os grupos da melhor idade trabalham a consciência de que envelhecer bem é um estado de espírito, não ficar velho em si”.

Osvaldina do Rosário Barbosa, 75, também está feliz com o trabalho que o Grupo da Melhor Idade Marco Zero realiza. Osvaldina reconhece que de 1995 para cá, as políticas públicas de apoio aos idosos foram ampliadas. Segundo ela, hoje a Secretaria de Estado do Trabalho e da Cidadania (SETRACI) vem desenvolvendo vários projetos em prol deste segmento. Atuante assídua do grupo, Osvaldina garante que hoje cerca de 150 idosos participam dos encontros dos grupos. Entre as principais atividades do Marco Zero destacam-se reuniões periódicas, desfile da melhor idade, festival de quadra junina, viagens, teatro e dança. “Este foi o melhor ano para o Grupo Marco Zero, que recebeu apoio incondicional da Setraci”.

Osvaldina, que é mãe de doze filhos, revelou que é uma mulher feliz aos 75 anos de vida. O sorriso aberto e franco é uma marca de Osvaldina; ela fez um apelo aquelas pessoas que já ultrapassaram de 50 anos de idade e queiram integrar-se aos grupos, que façam isso sem qualquer receio, “Não tenham preconceito de si mesmo, deixem a vergonha ou a timidez de lado e venham continuar vivendo feliz em nossos grupos”. Osvaldina diz que nunca o idoso deve entregar-se as doenças quem vem com a idade avançada. Apesar das rugas explicitas no rosto, a mulher demonstra tamanho vigor físico e garante que hoje ocupa o cargo de relações públicas do seu grupo, do qual também foi eleita a “”Garota Propaganda”.

OTIMISMO -
A Garota Propaganda”, de 75 anos, fechou a entrevista deixando um recado para a todos: “Hoje com essa idade eu danço, pulo carnaval, participo de quadra junina, de desfiles de moda e programas de rádio”. Osvaldina deixa uma dica, “Nunca se entregar a velhice, pois idade não é para ser discriminada, mas sim para ser valorizada. Não se entregue para a morte antes que chegue seu dia, lute contra ela se a morte vier andando atrás de você corra na frente dela”. Osvaldina brincou dizendo, “Quero morrer na avenida dançando carnaval ou outro ritmo qualquer, mas que seja uma morte feliz”, observou.

EDY WILSON SILVA

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
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Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.