Marina quer soberania e ajuda
externa para a Amazônia

A senadora Marina Silva (PT-AC) defendeu ontem a colaboração internacional para a preservação da Amazônia, porém com a garantia da soberania brasileira. Marina foi entrevistada no programa "Bom Dia Brasil", da TV Globo, depois que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva ter dito ontem em Washington que a senadora iria "tomar conta da área ambiental" do seu governo. Veja abaixo os principais trechos da entrevista.

Desenvolvimento sustentável - "A política ambiental do país precisa adquirir um novo rumo, sobretudo dentro do próprio governo. Quanto ao programa para a área ambiental, avançamos muito, mas ainda é uma proposta para o debate. Já temos os indicativos de quais serão os eixos como a necessidade do controle social e o desenvolvimento sustentável, sem o qual
não é possível se obter a qualidade de vida para as pessoas e o
desenvolvimento econômico."

Preservação da Amazônia - "É uma colaboração (internacional) necessária porque temos a região mais rica do mundo, a maior reserva de água doce do planeta. Dentro de uma concepção moderna, isso não pode ser da responsabilidade apenas dos países que compartilham a Amazônia. Mas tem que ser feita a ressalva da nossa soberania. São os brasileiros que devem dizer
como querem ser ajudados."

Desmatamento e Sivam - "O Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia) tem uma capacidade fantástica de oferecer informações que serão importante para a política de preservação. A grande dificuldade é processar essas informações. É muito precário o sistema para dar resposta às denúncias de desmatamento, de queimadas e da exploração ilegal de madeira. Mas essas informações também podem ser utilizadas para uma ação pró-ativa. Nosso governo não ficará apenas na parte repressiva. Vamos acionar os instrumentos técnicos para esse desenvolvimento."

Origem humilde (Marina Silva foi empregada doméstica e seringueira) - "É a cultura política do Brasil, da vida do Lula, da Benedita, do Vicentinho.

Isso demonstra que todos nós temos as mesmas capacidades. Só não temos as mesmas oportunidades."

( Informes)


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Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
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Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.