Projeto de lei aprovado prevê
exibição de produções regionais


Luís Osvaldo Grossmann
Da Sucursal de Brasília
Brasília ? BG Press

BRASÍLIA - Após uma intensa queda-de-braço, a Câmara dos Deputados aprovou ontem um projeto que obriga as emissoras de rádio e televisão a exibirem produções regionais em parte de sua programação semanal. O projeto ainda precisa ser votado no Senado. Caso confirmado, as emissoras terão dois anos para se adaptarem às novas regras, que prevêem um aumento da participação de programas produzidos nos Estados durante cinco anos.

A votação do projeto, na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, foi acompanhada por artistas, que comemoraram ao final da sessão. As regras valem tanto para as sedes das emissoras quanto para suas afiliadas em todo o país. Só ficam de fora as retransmissoras.

- Foi difícil, mas conseguimos preservar a linha fundamental do projeto e a produção independente. Estou aliviada, mas agora temos um novo esforço no Senado até que o projeto chegue à sanção presidencial - disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que apresentou o projeto há onze anos.

As regras variam de acordo com o público de cada emissora. Aquelas que atendem áreas com mais de 1,5 milhão de domicílios com televisores devem transmitir, pelo menos, 22 horas semanais de programas produzidos e emitidos nos Estados onde estão localizadas as sedes ou afiliadas. No caso das áreas com menos de 1,5 milhão de domicílios com TVs, o mínimo é de 17 horas.

O número de horas, no entanto, aumenta nos cinco primeiros anos após o início do processo de regionalização, até chegar a 22 e 32 horas, respectivamente. E para as emissoras de regiões com menos de 500 mil domicílios com televisores, o mínimo de produção regional será de 10 horas.

As emissoras também serão obrigadas a apresentar um filme ou evento musical brasileiro por semana.

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.