Dalva diz que a decisão sobre
o Ipesap foi bem formulada


No retorno da viagem que fez ao Oiapoque, a governadora Dalva Figueiredo, PT, deu uma entrevista ao radialista Annibal Sérgio, abordando a ação movida pelo advogado João Souza, que pretende anular a transferência dos funcionários do Ipesap para o quadro do Governo do Estado. Veja o que ela falou:

Anibal Sérgio – Governadora, muitas pessoas têm ligado para a Difusora procurando esclarecimentos a respeito da ação, movida pelo advogado do deputado Sérgio Barcellos, quanto à passagem dos funcionários do Ipesap para o quadro do Estado.


Dalva Figueiredo – Eu tomei conhecimento da liminar e conversei com a Procuradoria Geral do Estado (Prog) no sentido de que nós recorrêssemos da decisão, uma vez que a ação do Governo foi muito bem construída, tem todo um respaldo jurídico – assim entende a Procuradoria – e tem todo o conforto do Orçamento. Foi uma decisão tomada, que contempla a expectativa e as reivindicações daqueles que estavam dentro do Ipesap. Então, foi uma decisão muito bem formulada. Na segunda-feira (13) a Prog estará recorrendo. Nós entendemos que haviam condições políticas para fazer isso, e que é perfeitamente legal. Eu quero traquilizar a todos, pois nós vamos utilizar todos os instrumentos legais disponíveis para garantir que a decisão tomada pelo Governo do Estado, e avalizada pela Assembléia Legislativa, no sentido da extinção do Ipesap e da incorporação desse funcionários no quadro do Estado seja garantida. Agora no mês de maio já está tudo certo para as pessoas receberem como funcionárias do Estado. Nós temos até o final do mês para recorrer, e a Prog me assegurou que é perfeitamente legal, e nós temos instrumentos legais para garantir a decisão do governo.

Nós temos vários funcionários, federais, estaduais, e tínhamos o Ipesap. Nós demos um julgamento igual aos funcionários. Agora, eu acredito que isso é uma maneira de prejudicar o governo. O ranço político é tão forte, que as pessoas não avaliam as consequências. Quem está patrocinando esta ação tem um objetivo: prejudicar o Governo do Estado. São funcionários que estão trabalhando em serviços importantes e aí não estão prejudicando o PSB, o PT, o PC do B e até o PSDB, que participam do governo. Estão prejudicando os serviços que o governo coloca à disposição da sociedade, e que é um direito dos trabalhadores, do cidadão e da cidadã do nosso Estado, e daqueles que vieram para cá, que optaram por morar no Estado. Então, veja bem: São funcionários do hospital, das escolas, de todos os locais deste Estado. Na aldeia indígena tem pessoas que trabalham pelo Ipesap. No Bailique, em todos os locais... Isso é ranço. É uma vontade deliberada de prejudicar.

Mas não prejudicam a mim, a governadora do Estado, ou ou ex-governador, ou a quem apóia essa decisão. Prejudica o povo do Amapá. Prejudica toda a sociedade. Aflige aqueles que precisam de atendimento na saúde, na educação, todos os setores. Eu estou muito confiante, e quero dizer a todos que fiquem tranquilos, que vamos sair vitoriosos. Eu acho que as pessoas têm que refletir. Uma coisa é a disputa política, e até o ranço político. A outra coisa é prejudicar deliberadamente serviços que estão aí à disposição da população, e que a gente tem que batalhar muito para melhorar a vida da população.

Eu quero muito melhorar, e nós vamos conseguir melhorar ainda mais o atendimento médico, o atendimento à Segurança Pública... enfim todos os setores que prestam serviço à população. Acabei de vir do Oiapoque, por exemplo. Oiapoque tem muitos problemas. Nós estamos mandando mais médicos para lá. Nós vamos fazer a reforma de duas escolas e mais alguns serviços na Unidade Mista de Saúde. Mas a prefeitura está, há dez meses, dito pelos vereadores em reunião, sem pagar os funcionários. Nós pagamos em dia nossas contas, nossa responsabilidade, nosso compromisso. Quem patrocinou essas ações impedindo que os funcionários do Ipesap viessem incorporar o quadro do Estado, deveria se preocupar com o Oiapoque, que tem pessoas que estão há dez meses sem receber. Estão passando fome. Quem sabe, até alguns estão no meio daqueles sequestradores que, graças à eficiência e ao compromissio das nosssas polícias, nós resolvemos.

Então, é com isso que tem que se preocupar, com as denúncias todas que são feitas; com as questão dos recursos públicos.

Outro dia mesmo, houve uma denúncia com relação a alguns cheques. Então, que se preocupem com isso. Não é possível que lá no Oiapoque as pessoas estejam com o pagamento atrasado e ninguém faça nada. Aí entra com uma ação para que os funcionários não possam continuar prestando serviços. E os filhos das pessoas não querem saber da disputa política. Querem chegar ao hospital e ter uma enfermeira, ter um professor na escola, quem faz a segurança fazendo seu trabalho. Então, é isso. Eu acho que a população deve repudiar veementemente ações como esta. Mas fiquem tranquilos, que nós vamos usar todos os meios legais que nós temos, através da Prog, para garantir que as pessoas venham para o quadro do Governo do Estado e possam prestar um serviço bom. E que no tratamento, dado a todos os funcionários, a gente cada vez mais procure garantir a igualdade e a eqüidade.

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Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.