TUMUCUMAQUE
Encontro entre Dalva e FHC
pode ser ainda esta semana

Mesmo iniciadas as discussões do Grupo de Trabalho instituído pelo Ministério do Meio Ambiente, até o momento a assessoria da Presidência da República não marcou a audiência do presidente Fernando Henrique com a governadora do Amapá, Dalva Figueiredo (PT), para tratar da criação do Parque do Tumucumaque. O representante do Governo do Amapá, em Brasília, Tomás Tarquínio, recebeu telefonema do assessor pessoal do presidente FH, que garantiu que até o final desta semana o gabinete deverá dar uma resposta sobre o encontro.

Enquanto isso setores da sociedade discutem a criação do parque, que será o maior do mundo em florestas tropicais, após a assinatura do decreto; .

A governadora Dalva Figueiredo já declarou em várias oportunidades que não é contra a criação do parque, desde que existam garantias definidas de compensações ao Estado do Amapá, que perderá cerca de 26% de seu território para o parque Somando-se a isso mais 21% de outras nove unidades de conservação, além das terras indígenas, a área total vai chegAr a 54,5% das terras do amapá, ou seja, mais da metade de todo o território amapaense. Só o parque terá o tamanho da Bélgica, o que significa três milhões e 800 mil hectares.

O Secretário de Estado do Meio Ambiente, Antonio Carlos Farias, disse que sua maior preocupação é com os municípios envolvidos pelo parque, como é o caso de Laranjal do Jari, que ficará apenas com 10% de suas terras disponíveis para expansão municipal.

Num primeiro momento, o Governo Federal promete compensar o Amapá com os Projetos Arpa, que tratam do fomento a atividades produtivas junto a comunidades no entorno do parque, e o Proecotur, visando um plano de estratégia estadual de ecoturismo. Ambos os projetos totalizam um investimento no valor de mais de 27 milhões de dólares, a partir do ano de 2003 até 2009. Mas a maior parte das compensações requeridas pelo Amapá se refere ao meio ambiente, com saneamento básico e disposição do lixo nos cinco municípios incluídos no projeto do parque. Como já foi observado em vários pronunciamentos de prefeitos dessas comunidades, eles reclamam dos bolsões de miséria existentes na área, principalmente nas regiões ribeirinhas onde as populações vivem sem a menor perspectiva de desenvolvimento. A grande reclamação dos gestores é que se chegue a um consenso através de um diálogo produtivo e favor de todos. “Que adianta preservarmos nossas terras para o mundo, enquanto nosso povo vive na mais completa miséria? Que será do futuro dessa gente quando não tiver mais terra para cultivar?”, declarou recentemente o secretário municipal da agricultura de Serra do Navio, Gabriel Brasil Sarmento.

Leal Di Souza

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Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.