Waldez Góes é diplomado, fala em democracia
e promete anunciar equipe no dia 31

O governador eleito do Amapá, Waldez Góes (PDT), diplomado nesta sexta-feira pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), garantiu em seu discurso que uma das prioridades de sua administração será o restabelecimento da harmonia entre os Poderes. Para o pedetista, essa é uma das bases que sustentam a democracia e a soberania do povo. “Na democracia estão contemplados os nobres anseios de convivência harmônica entre os opostos, de respeito às diferenças e de tolerância humana”, resumiu.
O novo governador, que assume o comando do Estado no dia 1º de janeiro, terá o desafio de administrar um orçamento de R$ 1,038 bilhão com a tarefa de reequilibrar o orçamento do Legislativo e do Judiciário.

Diante de uma platéia que lotou o Teatro das Bacabeiras, estimada em aproximadamente 1,2 mil pessoas, Waldez Góes fez um discurso de aproximadamente 10 minutos, onde ressaltou a importância da democracia e o resgate dos valores políticos e sociais. “Governo do povo, pelo povo e para o povo”, disse ele parafraseando o presidente americano John Kennedy.

Waldez assegurou que sua administração será fiel à proposta de construir um Amapá com desenvolvimento e justiça social. Para ele, dois fundamentos imprescindíveis na consolidação da democracia. “O desenvolvimento como símbolo da prosperidade do Estado, e a justiça social como garantia de que todos estarão incluídos neste processo”. Por isso, acrescentou, é necessária a independência entre os Poderes legalmente constituídos
Waldez lembrou que sua carreira política esteve profundamente ligada à luta dos trabalhadores urbanos e rurais. “O cidadão deve ser reconhecido como sujeito do direito e onde não existam nem estejam garantidos os seus direitos é lícito lutar por eles e exigi-los. É esse o cerne da história”, frisou.

Já em entrevista aos jornalistas que cobriam o evento, ele fez questão de deixar claro que assume o Estado num momento delicado e de mudanças. “A filosofia democrática pede isso, porque no final das contas é sempre o povo do beneficiado”.
O novo governador do Amapá aproveitou para confirmar que só anuncia o secretariado no dia 31 de dezembro. Mas na semana que vem, acrescentou, fará um pronunciamento sobre a transição.

Diplomados
Além de Waldez Góes, o Tribunal Eleitoral diplomou também os dois senadores, oito deputados federais e 24 estaduais e todos os suplentes. Muitos, que não conseguiram se reeleger não apareceram para receber o diploma de suplentes.

Papaléo Paes (PTB) e João Alberto Capiberibe (PSB) são os novos senadores. Mas por ser o mais votado, coube a Papaléo fazer o discurso. A essência: democracia, justiça social e o resgate do papel do Legislativo.

Entre os titulares apenas a deputada federal Janete Capiberibe (PSB) não compareceu. Mandou uma justificativa informando que estava doente. A governadora Dalva Figueiredo (PT) também não apareceu. Mandou em seu lugar o secretário de Fazenda, Antonio Elias, que não soube informar os motivos da ausência dela. “Ela me informou agora pouco que eu teria que vir”, limitou-se a dizer.
A cerimônia de diplomação foi conduzida pelo corregedor do tribunal, desembargador Gilberto Pinheiro, substituindo o titular Mário Gurtyev, que também estava enfermo.

Controle prévio
O procurador eleitoral Manoel Pastana, membro do Pleno do Tribunal Eleitoral, pediu aos parlamentares federais que se empenhem em fazer mudanças na lei eleitoral. Para ele, é necessário liberar a propaganda eleitoral durante o ano de campanha a partir de janeiro.

Pastana pediu ainda que os políticos diplomados se dediquem a cumprir o que prometeram. Ele anunciou que no ano que vem os ministérios públicos federal e estadual atuarão juntos no acompanhamento da aplicação do dinheiro público.

Texto: Seles Nafes

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Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.