Genética confirma as teses de
Gilberto Freire e Darcy Ribeiro


Pelo menos no Brasil, quem vê cara não vê genoma. Segundo Sérgio Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais, os estudos das origens genéticas do brasileiro mostram que Gilberto Freire e Darcy Ribeiro estavam certos. O brasileiro é resultado de tamanha mistura que, só de olhar, ninguém adivinha suas origens. A maioria dos cromossomos Y dos brasileiros é européia, mas 60% das linhagens maternas são índias ou africanas. É a história do colonizador branco que veio para cá sem suasmulheres e teve filhos com africanas e índias.

"Cerca de 30% dos genes dos 55% de brasileiros que se declaram brancos ao IBGE são genes africanos", conta, antecipando os resultados de uma pesquisa inédita. "Os 5% que se declaram negros também têm uma boa parcela de genes europeus", continua. O DNA mitocondrial deixa isso evidente: cerca de 30% ameríndio (índio), 30% africano, 30% europeu.

Esses números têm reflexos interessantes. "Havia entre 2 e 4 milhões de índios aqui em 1500, dos quais restam poucos grupos. Mas, geneticamente eles compõem 30% da população brasileira, ou seja, 60 milhões de pessoas", diz Pena.

Genes europeus ou africanos não significam pele branca ou negra, mas genes que foram selecionados pela evolução nessas regiões. Cor da pele, dos olhos e cabelo são determinados por um número mínimo de genes, ensina Cavalli-Sforza. "Essas características são resultado da adaptação de nossos ancestrais ao clima, e isso inclui dieta e hábitos culturais", diz. Se um determinado grupo, de chineses, por exemplo, parece ser uniforme, sob a aparência há uma diversidade genética enorme, produzida por pelo menos outros 30 mil genes.

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Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.