Castanheiros inauguram
fábrica de
biscoitos na floresta


O dia 21 vai entrar para a história dos moradores da Reserva Extrativista do Rio Iratapuru, no município de Laranjal do Jarí, região sul do Amapá. Na data eles estarão inaugurando uma fábrica de biscoitos de castanha-do-Brasil com capacidade para produzir 24 toneladas de biscoitos por mês.

Até 1994 os moradores da região viviam uma realidade totalmente diferente. Por falta de políticas públicas para o setor e pelo isolamento, os castanheiros eram explorados pelos atravessadores, que trabalhavam para grandes empresários paraenses. O sistema de negócios ainda era de escambo. Os castanheiros trocavam a castanha por produtos como sal, açúcar, café, leite e óleo, de preços super-dimensionados na hora do acerto de contas. Como resultado os extrativistas estavam sempre endividados com os atravessadores.

Em 1995, com a posse do governador João Alberto Capiberibe a história começou a mudar. Identificada a importância da castanha para a economia regional, o Estado passou a investir no apoio aos extrativistas, com benefícios para as comunidades tradicionais.

Inicialmente foram fortalecidas as cooperativas, e a partir daí o Estado passou a comprar o produto in natura, para ser utilizado na merenda escolar da rede pública estadual.

Cerca de 1/5 do estoque natural de castanha é coletado anualmente pelos extrativistas. Processadas nas cooperativas, as castanhas viram cremes, mingaus e biscoitos destinados à merenda escolar.

Em 1997 o governo criou a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, com mais de 850 mil hectares, onde foi construída a fábrica de biscoito. Para concretizar a construção da fábrica o Estado financiou mais de R$ 400 mil, ajudando a gerar 40 empregos diretos e centenas de empregos indiretos na coleta, armazenamento e transporte da castanha. Está sendo construída ainda uma unidade de processamento do óleo, com vistas ao grande mercado nacional e internacional de produtos ecologicamente corretos.

Com o crescimento do projeto surgiram outras parcerias como a que está sendo viabilizada com o PPG-7, objetivando facilitar a coleta escoamento e armazenamento da castanha, através de recursos financeiros para a limpeza de igarapés, construção de dois barcos (batelões), um galpão para armazenamento, elevando a produção de 2 mil para 4 mil hectolitros de castanha por ano.

Castanha:

A amêndoa é fonte alimentar riquíssima para o organismo humano. É composta de até 17% de proteína e 67% de gordura vegetal não saturada e ainda sais minerais, açucares, incluindo o selênio, importante anti-oxidante para a saúde.

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Jurupary
Ente do mal. Demônio dos olhos de fogo que vive na floresta
Piracema
Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.