MP quer garantir
funcionamento da ferrovia

O Ministério Público Estadual (MPE) quer garantias de que a Estrada de Ferro do Amapá (EFA) esteja em plenas condições de funcionamento, antes de ser repassada ao Estado. O anúncio foi feito hoje pelo procurador-geral de Justiça, Jair Quintas, que esteve visitando a bicentenária Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), que tem como estrela a velha “Maria Fumaça”.

Quintas chegou a Belo Horizonte no final de semana acompanhado do promotor de Justiça Paulo Veiga, diretor-geral do MPE e representante da Associação do Ministério Público do Amapá (Ampap). Ambos foram participar de reunião do Conselho Nacional de Procuradores Gerais de Justiça e da posse do procurador de Justiça Nedens Ulisses Freire Vieira – de Minas Gerais – à frente da entidade, que até então foi presidida por Cláudio Barros e Silva, do Rio Grande do Sul.

O procurador-geral amapaense disse ter ficado impressionado com o estado de conservação da Maria Fumaça. Ele tomou o trem no município de São João Del Rei (260 quilômetros de Belo Horizonte) e seguiu até o município de Tiradentes, ambas cidades históricas do Norte de Minas Gerais, consideradas patrimônio cultural da humanidade.

A ferrovia, inaugurada por Dom Pedro II em 1882, faz duas viagens diárias entre as duas cidades nos finais de semana e os vagões estão sempre lotados. O turista paga R$ 14 pelo passeio – que faz qualquer um se imaginar dentro de um filme ou novela de época passada no século 19. “O turismo alavanca a economia local. A viagem feita na Estrada de Ferro do Amapá também é belíssima, pois corta a exuberante floresta Amazônia. Além disso, o município de Serra do Navio tem grande potencial turístico”, disse Jair Quintas.

O dirigente do MPE anunciou que vai instituir um Grupo de Trabalho, coordenado pelo promotor de Justiça Pedro Leite, da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e do Patrimônio Público e Cultural, para acompanhar o processo de reversão do patrimônio da mineradora Icomi (Indústria e Comércio de Minérios S.A.) para o Governo do Estado. “A ferrovia está incluída nas chamadas concessões feitas pela União à época da celebração do contrato com a Icomi, portanto é mais do que justo garantir seu perfeito funcionamento”, acrescentou.

A propósito, Quintas disse que vai levar uma reunião ordinária do Colégio de Procuradores de Justiça do Amapá (que possui 11 membros) para o município de Serra do Navio. “Queremos chamar atenção para a necessidade de resgatarmos a importância histórica e econômica que aquela cidade já exerceu para o Amapá”, declarou. Ele também disse ter informações de que o Governo do Estado iniciou um trabalho promissor de restauração de alguns imóveis da cidade e serviços como o Pólo Universitário. “Queremos somar forças, pois só quem tem a ganhar é a comunidade”, concluiu.

Belo Horizonte-MG, 16 de setembro de 2002.

Cleber Barbosa


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Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.