Movimento de Assentados do Amapá e CPT
celebraram Dia de Luta no Campo

Cerca de 50 lideranças do Movimento de Assentados do Amapá, representando assentados de 7 Projetos de assentamento do Estado, reuniram durante o dia de ontem, com a Comissão Pastoral da Terra, para celebrar o Dia Internacional de Luta no Campo.

Esta data se consolidou, no Brasil e no exterior, assumida por várias entidades, entre elas VIA CAMPESINA, em memória e protesto pela chacina de Eldorado dos Carajás, quando 19 trabalhadores sem terra foram massacrados pela Polícia Militar do Governo do Pará, em 17 de abril de 1996. Os acusados, até hoje não fora julgados.

Aqui no estado os assentados celebraram a memória dos mártires da terra, discutiram a situação caótica em que se encontram os assentamentos, definiram as bandeiras de luta e a programação de atividades.

Bandeiras de luta:

Lutar para que seja criada uma CPI dos Assentamentos, a fim de investigar as verbas federais disponibilizadas para o Amapá, nos últimos anos e que não foram aplicadas em benefício dos trabalhadores assentados.

Não reconhecimento das dívidas, diante das muitas irregularidades constatadas pelo Ministério Público Federal e fazer uma auditoria das mesmas para comprovar se os serviços foram realizados conforme projeto.

Efetivação imediata do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural, já criado.

Reivindicar assistência técnica efetiva e eficaz, em todos os PAs.

Verificar as irregularidades cometidas na topografia e denunciar a redução dos lotes dos posseiros.

Segurança nos PAs.

Abertura e manutenção das estradas e vicinais, conforme previsto nos projetos.

Programação: São prioridades do Movimento de Assentados e da CPT:

Fortalecimentos das bases, através de visitas aos PAs e de encontros regionais.

Formação das lideranças, através de cursos e encontros.

Participação das mulheres

Compromisso permanente: continuar fortalecendo a organização dos assentados, denunciando todas as irregularidades na aplicação de verbas nos PAs e acompanhar os inquéritos já em andamento.

Comissão Pastoral da Terra/AP

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.