Culinária alternativa na
merenda
escolar em Porto Grande

As merendeiras das escolas estaduais do município de Porto Grande participaram, no período de 06 a 10 de maio, de um curso de culinária alternativa oferecido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (RURAP). O curso foi aplicado por Hérina Oliveira e Nazaré Mareco, funcionárias do RURAP, e teve como principal objetivo despertar a atenção das merendeiras para a importância nutricional e a higiene correta na manipulação dos alimentos.

A técnica Hérnia Oliveira explica que há muito tempo o RURAP mantém cursos que ensinam o preparo de iguarias regionais tendo como base a tradição alimentar das regiões. "Se a tradição de um certo município é o consumo de feijão caupi, nós vamos lá e ensinamos o preparo de iguarias que tenham como base o feijão", diz Hérnia. Entre os produtos utilizados pelas capacitadoras deste curso estão: macaxeira, jerimum, feijão caupi, banana, laranja, mangará e peixe. "A metodologia que aplicamos ensina o significado da mistura dos ingredientes. Ensinamos, por exemplo, por que o feijão tem que ser acompanhado por verduras, qual a importância de uma boa alimentação, principalmente para as crianças", ressalta Hérina.

A técnica finaliza dizendo que os municípios que tiverem interesse nos cursos de capacitação do Instituto podem solicitar através dos escritórios locais do RURAP. "A Prefeitura do município solicita para o chefe do escritório local e o Instituto providencia o curso na área desejada".

O curso de culinária regional aplicado no município de Porto Grande foi solicitado pela Representação do Governo e formou 30 merendeiras das escolas da rede pública estadual.

Araciara Macedo

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.