Waldez Góes quer apoio
de agência japonesa
para pólo pesqueiro

O governador eleito do Amapá, Waldez Góes, demonstrou hoje, durante visita à Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), interesse em que o Amapá receba apoio técnico para desenvolvimento do seu setor pesqueiro. Para Waldez, o Estado tem grande potencial para esta atividade, faltando, contudo, a infra-estrutura que permita o seu desenvolvimento.

Ele lembrou, durante a visita, que o Estado já avançou em alguns fatores fundamentais. O município de Calçoene, por exemplo, que por sua posição geográfica é o núcleo do pólo pesqueiro estadual, já conta hoje com energia elétrica 24 horas e dentro de três anos a rodovia BR-156 deve chegar ao município. São pontos que facilitam a atividade econômica derivada da pesca.

A Jica é o órgão do Governo do Japão vinculado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, responsável pela identificação e implementação de projetos e programas de cooperação técnica internacional do Japão, em parceria com diversos países.

Projetos em andamento

Waldez, que esteve na Jica atendendo convite do coordenador da instituição em Belém (PA), Katsuhiko Haga, recebeu informações sobre os dois projetos de cooperação mantidos com o Governo do Amapá: o primeiro é referente ao uso sustentável dos ecossistemas de várzea, solicitado pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), e o segundo sobre desenvolvimento tecnológico do setor moveleiro, sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Mineração (Seicom).

O projeto das várzeas já concluiu sua primeira fase, quando peritos estiveram no Amapá, em abril passado, fazendo um diagnóstico desses ecossistemas. Agora, técnicos do Iepa estão elaborando projeto para uso sustentável das várzeas, levando em conta o diagnóstico realizado. O projeto será submetido à Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ligada ao Itamaraty, para que depois seja iniciada nova etapa da cooperação com a agência japonesa.

Quanto ao projeto do setor moveleiro, dois técnicos da Jica estarão no Amapá a partir de março de 2003, para elaboração do diagnóstico do setor. O objetivo do projeto é melhorar a qualidade e o design dos produtos moveleiros do Amapá.

O governador eleito garantiu apoio aos projetos em execução. "Não se constrói conhecimento científico e tecnológico isolando-se do mundo. Ao contrário, é necessário aumentar a integração, para que possamos desenvolver nossas potencialidades", analisou, durante a reunião.

Novos projetos

Katsuhiko Haga recomendou ao governador eleito que solicite apoio da Jica para elaboração do plano diretor do setor pesqueiro amapaense. Este seria o passo inicial para a posterior elaboração do estudo de viabilidade econômica do pólo pesqueiro do Amapá. Waldez ficou de avaliar a sugestão, pois seu programa de governo dá ênfase especial à atividade pesqueira no Estado.

O coordenador da Jica em Belém considerou oportuno o momento da conversa com o governador eleito do Amapá, pois neste momento a instituição começa a planejar os projetos que serão executados no ano fiscal de 2003, que no Japão inicia-se em 1º de abril.

Marcelo Roza

 

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É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
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Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
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Perto ou em volta de alguma coisa
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Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
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Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
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Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
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Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.