Ministério pede desculpas
por declarações de FHC


O secretário de Estado do Meio Ambiente, Antônio Carlos Farias, presidente do Coema, informou que o Ministério do Meio Ambiente mandou um pedido de desculpas à governadora Dalva Figueiredo, preocupado com a repercussão do discurso presidencial sobre a criação do Parque Nacional das Montanhas de Tumucumaque, justificando que o sentido das palavras não se referia ao Amapá, mas a problemas que estão ocorrendo em Brasília referente à sua criação.

O discurso foi feito na cerimônia de lançamento da Agenda 21 Brasileira, realizada em Brasília (DF), no Palácio do Planalto, terça-feira 15.

Fernando Henrique Cardoso disse que pretende chegar com força moral à reunião de Johanesburgo (África do Sul), onde, com representantes do mundo inteiro, questões relativas à vida e ao meio ambiente vão ser discutidas. A reunião será no começo de setembro e, para isso, quer já estar com o decreto de criação do parque assinado. “Com todas as dificuldades que há, e as há, acredito na persuasão, e tenho força de persuasão. Se não tiver de persuasão, tenho poder, vamos chegar a um resultado positivo no que diz respeito ao parque de Tumucumaque”, afirmou o presidente em seu discurso.

“O presidente foi muito duro e até mesmo intransigente ao demonstrar a arrogância de dizer que tem o poder de criar o parque. Nós sabemos que poder ele tem, mas que não havia necessidade de dizer daquela forma”, criticou Antônio Farias. “Há uma vontade muito grande do presidente em criar o parque, nós sabemos, e o Amapá não é contra a criação. O que desejamos é que haja uma ampla discussão da sociedade, que todos possam ser ouvidos e, sobretudo, os municípios que vão ceder suas terras, sem que haja prejuízo com a criação do parque”, reafirma o secretário do Meio Ambiente.

Na cerimônia de lançamento da Agenda 21 Brasileira, realizada em Brasília (DF), no Palácio do Planalto, terça-feira 15, o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, falou sobre a criação do Parque Nacional das Montanhas de Tumucumaque. O presidente disse que pretende chegar com força moral à reunião de Johanesburgo (África do Sul), onde, com representantes do mundo inteiro, questões relativas à vida e ao meio ambiente vão ser discutidas.

A área proposta para a criação do Parque Nacional das Montanhas de Tumucumaque abrange uma vasta região que se distribui pela fronteira norte do Brasil, no Estado do Amapá, além de uma pequena porção do Estado do Pará, na margem direita do rio Jari. Com 3,8 milhões de hectares (correspondente ao tamanho da Bélgica), numa região totalmente despovoada, mas que abriga uma das mais rica biodiversidade do planeta, o parque, quando oficializada a criação, passará a ser o maior do mundo em área de floresta tropical, superando o Parque Nacional Salonga, da República Democrática do Congo (antigo Zaire), que tem pouco mais de 3,6 milhões de hectares.

A declaração de FHC, divulgada pela imprensa nacional, chegou ao Amapá como uma bomba. Não que o Estado se oponha à criação, mas pela aspereza das palavras do presidente e a pressa em aprovar o decreto, que, segundo membros do Coema (Conselho Estadual do Meio Ambiente – AP), pode representar um desastre para o Amapá.

Em reunião realizada na manhã dessa quinta-feira 18, no auditório da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), o Coema, sem muito se prender a repercussão provocada pela contundência do discurso do presidente, tratou de discutir emendas que devem ser incorporadas ao decreto.

“Aqui não é a casa da mãe Joana!”, reagiu Sandro Gallazzi, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), apresentando à comissão uma série de reivindicações compensatórias aos municípios envolvidos na área do parque, para ser enviada a Brasília. Entre o asfaltamento das rodovias 156 e 210, a proposta pede o empenho do Ministério do Meio Ambiente, através de financiamentos nacionais e internacionais, na constituição de um fundo para o desenvolvimento dos municípios que reservaram parte de sua superfície para o Parque Nacional. A proposta chegará a Brasília com uma planilha de valores. Outras reuniões estão sendo agendadas para ampliar o debate e também as reivindicações que ainda devem ser acrescentadas à emenda.

O presidente Fernando Henrique Cardoso, segundo o secretário da Sema, deve receber no Palácio do Planalto a governadora do Estado, Dalva Figueiredo, para tratar de forma definitiva das questões envolvendo o decreto de criação do Parque Nacional das Montanhas de Tumucumaque.

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Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
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Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
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Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
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É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.