Amapá consegue manter
a dengue sob controle

O Amapá não possui nenhum caso registrado de dengue hemorrágica segundo informações da Divisão de Vigilância Epidemiológica-CVS/SESA, órgão responsável pela notificação, investigação e controle da doença.

O biomédico e especialista em epidemiologia, Eldren Lage, chefe da Divisão de Epidemiologia da CVS, diz que no Amapá a doença está sob controle. "Nos primeiros 40 dias de 2002 foram notificados 115 casos, dos quais apenas 10 foram confirmados, sendo 6 importados e 4 autóctones (locais)" concluiu Eldren.

A doença no Estado

A presença do mosquito "Aedes aegypti" em Macapá foi detectada em meados de 99. Em 2000 houve a proliferação do mosquito, colocando o Estado em condições favoráveis de transmissão da doença, mas só em 9 de março de 2001 a doença foi confirmada por exames de laboratório e o registro do primeiro caso de dengue clássica no Amapá. Nesse ano, a Coordenação de Vigilância em Saúde registrou 4.500 casos suspeitos de dengue, com 2.820 confirmados.

Combate

A partir da constatação da epidemia, o Estado e os Municípios de Macapá e Santana desencadearam uma ação de combate à doença, envolvendo órgãos ambientais, sanitários, de obras, de segurança e de saúde, priorizando as ações de combate à dengue nos municípios de Macapá e Santana. A Secretaria de Estado da Saúde investiu R$ 600 mil na aquisição de equipamentos de borrifação de inseticida e na realização de cinco ciclos de borrifação nos dois municípios, durante os meses de novembro e dezembro/2001, com o objetivo de quebrar a cadeia de transmissão da dengue. Foram adquiridas 10 máquinas veiculares de Ultra Baixo Volume-UBV e 25 UBV portáteis (costal), o suficiente para aplicação espacial de inseticida em Macapá e Santana em um único dia, se necessário. A SESA também promoveu a capacitação de médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem para Assistência Hospitalar ao Paciente Suspeito de Dengue e Dengue Hemorrágica.

O prefeito de Macapá, João Henrique Pimentel (PSB), iniciou em parceria com o Estado uma limpeza geral na cidade de Macapá. A operação multidisciplinar iniciou-se pelos bairros Perpétuo Socorro e Santa Inês e avançou nos demais bairros. A operação denominada "patrulha da limpeza" está em sua fase final, faltando passar por apenas dois bairros dos 35 existentes em Macapá: Novo Horizonte e Renascer.

Segundo dados do município, já foram retiradas da cidade 141.835 toneladas de lixo. A Prefeitura Municipal de Macapá retira, diariamente, 150 toneladas de lixo domiciliar, hospitalar, comercial e de serviço de varrição da cidade de Macapá. Esse dado demonstra que a operação "Patrulha da Limpeza" retirou, em pouco mais de um ano, o lixo de quatro anos acumulados nos bairros de Macapá. Ação semelhante também foi desencadeada pelo prefeito de Santana Rosemiro Rocha.

Eliana Santos, coordenadora de Vigilância em Saúde, afirma que as campanhas educativas através de folderes, cartazes, "out doors", peças publicitárias, gingles e o cortejo educativo também contribuíram para o controle da doença em Macapá. "Conseguimos conscientizar mais a população para o perigo da dengue, através da campanhas educativas. Elas são fundamentais na conscientização e mobilização da sociedade para o problema". Somente com campanhas, o Governo do Estado e a SESA investiram mais de R$ 90 mil, concluiu Eliana Santos.

Ações de controle

Quando uma pessoa com os sintomas da dengue é atendida pela rede hospitalar, pelas unidades básicas de saúde, postos de saúde, inicia-se a notificação de caso suspeito de dengue. A partir daí, o procedimento imediato é o preenchimento da ficha de notificação de caso de dengue e o envio a Vigilância Epidemiológica do respectivo Município. Na ficha são informados todos os dados pessoais do paciente, endereço e a história pregressa de sua saúde. Nesse campo é informado onde ele estava ha sete dias, período de encubação da doença. Caso ele estivesse fora do Estado durante o período, será classificado como um caso importado, caso contrário, será considerado um caso autóctone (local).

Paralelo a isso é desencadeado um processo de bloqueio de foco. A equipe de controle de endemias é acionada, vai até a residência do paciente, faz o levantamento entomológico no domicílio e peri-domicílio para identificação de focos do vetor transmissor, o Aedes Aegypti, principalmente nos locais propícios à proliferação do mosquito, como: caixas d’água, cisternas, foças, garrafas, pneus velhos, vasos de plantas, xaxins, latas e outros objetos que podem acumular água. Se existem larvas, imediatamente é feita aplicação do larvicida Temefós, que é aplicado para o controle larvário. Se for encontrado o alado (mosquito adulto), a aplicação de inseticida será através de máquinas Ultra Baixo Volume – UBV, promovendo o controle vetorial através da aplicação espacial de inseticida e óleo vegetal.

O Biomédico Eldren Lage garante que o Amapá saiu na frente no combate à Dengue, e hoje, apesar do estado de alerta constante, tem a doença sob controle. "Apesar da dengue ter ocorrido num espaço de tempo pequeno, em menos de um ano nós tivemos aproximadamente 2.800 casos. O governo do Estado, via Secretaria de Saúde não tem medido esforços para manter a epidemia controlada, o reflexo de todo esse trabalho que nós tivemos no ano de 2001 está aparecendo no início de 2002, quando a maioria dos Estados brasileiros está tendo epidemias de dengue muita severas, como é o caso do Rio de Janeiro, que tem aproximadamente 500 casos de dengue por dia. O Amapá registrou apenas 4 casos de dengue produzidos no Estado. Isso é o reflexo do trabalho que o Estado vem executando em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde no controle dessa doença que tanto aflige a população brasileira." Finaliza Eldren Lage.

Sintomas

De acordo com as informações da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da SESA, os sintomas da dengue clássica são febre alta, dor de cabeça, dor muscular, desânimo, dor nas juntas, falta de apetite, fraqueza, dor atrás dos olhos, náuseas, vômitos, manchas vermelhas e coceira na pele. Inchaço doloroso no fígado pode ocorrer, ocasionalmente, desde o aparecimento de febre. Alguns aspectos clínicos dependem da idade do paciente. A dor abdominal generalizada pode ocorrer principalmente nas crianças. Adultos podem apresentar pequenas manifestações como pontos hemorrágicos sob a pele, sangramento nasal, sangramento gengival, sangramento na urina e sangramento uterino. A doença, dependendo do paciente pode ter duranção entre 5 a 7 dias. Com o desaparecimento da febre há regressão dos sinais e sintomas, podendo ainda persistir a fadiga.

Dengue hemorrágica

Os sintomas iniciais são semelhantes ao da dengue clássica, diferenciando-se pela evolução rápida para a hemorragia. Os sintomas são febre alta, hemorragia, hepatomegalia e insuficiência circulatória

Tratamento

Não há tratamento específico. A medicação é apenas sintomática, com analgésicos e antitérmicos orientados pelo médico. Devem ser evitados os salicitados (AAS), já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas e acidose.

Os pacientes de dengue hemorrágica devem ser observados cuidadosamente para identificação dos primeiros sinais de choque. O período crítico será durante a transição da fase febril para a afebril, que geralmente ocorre após o terceiro dia da doença. Em casos menos graves, quando os Vômitos ameaçam causar desidratação ou acidose, ou houver sinais de hemoconcentração, a reidratação pode ser feita em nível ambulatorial.


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Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.