Indústria de Farinha
estimula economia
da região do Pacuí

A comunidade de São Joaquim do Pacuí, a 130 quilômetros de Macapá, inaugurou no sábado a fábrica de farinha de mandioca que tem capacidade para produzir até 20 toneladas de farinha por mês, gerando inicialmente 234 empregos. A produção da fábrica garantirá o abastecimento do mercado amapaense, tendo a perspectiva de exportação para outras regiões do país.

Rosangela Ramos Figueiredo, presidente da Cooperativa Agroextrativista do Pacuí (COAP), considera a fábrica uma grande conquista para os agricultores e produtores da região. Segundo ela, hoje são mais de cem produtores de farinha, dos quais 25 são cooperados. A presidente garante que a organização da cooperativa, somada às boas condições de trabalho que a indústria oferece, fará com que mais produtores venham se integrar à COAP. Ela afirma que a fábrica sempre foi um sonho das pessoas humildes residentes no Pacuí e que dependem diretamente do árduo trabalho de plantio, colheita e produção de farinha de mandioca. "Sem o incentivo do governo do Estado e demais parceiros, não seria possível esse momento aqui", declarou a presidente.

Ela acrescenta que a comunidade esperou décadas para que o sonho de muitos agricultores se tornasse realidade. "Nosso maior desafio agora é ampliar o número de cooperados, cabe a nós buscar o apoio e a união de todos os agricultores para que a fábrica possa crescer cada vez mais.

Vida melhor

Para Simião Pantoja, 45, a indústria de farinha em São Joaquim do Pacuí representa o avanço econômico da comunidade. Antes da fábrica, diz o agricultor, o sacrifício para garantir a produção manual de farinha de mandioca era imenso. O agricultor vê que além de diminuir o desgaste humano, a nova indústria traz uma série de vantagens a começar pela melhoria substancial da qualidade da farinha comercializada pela Cooperativa. O agricultor não espera a hora de ver a farinha da região do Pacuí sendo vendida na Feira do Produtor, em Macapá. Simião trabalha há 25 anos na produção manual de farinha de mandioca. Ele, que esperou tanto tempo para alcançar tal felicidade, espera que o projeto da Fábrica de Farinha de Mandioca alcance as expectativas previstas. Simião garante que plantar, colher e produzir mandioca é uma prática comum na região, passada de geração a geração. Das onze pessoas que integram sua família entre filhos, netos e genros, sete trabalham diretamente com o plantio de mandioca.

Mais cooperados

Carlos Idalino Santana, agricultor da região, também aprovou a fábrica. Assim como os demais trabalhadores, esperava ansioso pela inauguração do projeto. "Com a fábrica funcionando irei incentivar meus amigos agricultores a se tornarem cooperados também".

O agricultor Manoel Armando Cordeiro disse estar muito satisfeito com a instalação da fábrica. Para ele, a ajuda do governo do Estado além de permitir novos mercados para a Cooperativa, dará condições de trabalho digno e mais eficiente a todos os trabalhadores. Manoel Armando aproveitou a ocasião para propor ao governo do Estado o incentivo ao melhoramento da terra, visando aumentar a produção de mandioca no campo. Os modernos equipamentos instalados na fábrica permitem produzir até uma tonelada de farinha por dia, o equivalente a produção de 100 quilos de farinha/hora, em uma média de 10 horas de trabalho diário.


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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.