Infra-estrutura é prioridade para
população do do Bailique

Construção de centros de saúde, escolas públicas, passarelas, implantação de sistemas de água tratada e energia elétrica foram as principais prioridades apontadas durante o Fórum de Delegados do Orçamento Participativo (OP), do Arquipélago do Bailique, ocorrido na sexta-feira, 16. A discussão ocorreu na Escola Bosque do Bailique, na Vila Progresso, onde 78 delegados eleitos reuniram com os técnicos do Governo do Estado para definir as prioridades para o Arquipélago. A Gerência do OP no Estado, garante que a Plenária do Orçamento Participativo do Bailique, realizada semana passada reuniu cerca de 588 moradores de 44 comunidades. As comunidades da região enfrentam sérias dificuldades na área de infra-estrutura.

O Fórum contou com a presença de Edivan Barros de Andrade, secretário de Estado do Governo do Amapá, que representou a governadora Dalva Figueiredo (PT). Barros se reuniu com as parteiras tradicionais da floresta e com as mães beneficiadas com as Bolsas Escola e Família Cidadã. O encontro esclareceu algumas dúvidas sobre os dois programas – entre eles - a garantia da continuidade do Programa. “Os Programas Bolsa Escola e Família Cidadã tem ajudado muitas famílias carentes e o Governo do Estado não irá acabar com um projeto que está dando certo”, disse.

Prioridades

O Arquipélago do Bailique (150 quilômetros da capital, uma média de 12 horas de barco pelo Rio Amazonas), mas precisamente a Vila Progresso mudou sua rotina no final de semana. É que o Fórum de Delegados do Orçamento Participativo atraiu centenas de moradores da região – principalmente dos delegados eleitos que tiveram a responsabilidade de pontuar os problemas mais emergentes que afligem o dia-a-adia da população de Bailique, estimada em 8, 5 mil habitantes.

O agricultor Antônio Sérgio Marques Ferreira, da comunidade Maranata, percorreu cerca de uma hora e meia de barco até a Escola Bosque para participar das discussões. Antônio Sérgio defendeu investimentos na construção de um posto de saúde e implantação de energia elétrica e água tratada em sua comunidade. “Tenho 32 anos de idade, primeira vez na história vejo um governo preocupado em discutir propostas com a comunidade”. Segundo ele, a iniciativa do Executivo chega em boa hora e permitirá avançar nas resoluções dos problemas que afetam sua comunidade. Para Maria Deusa Gomes Ferreira, também da Vila Maranata, comunga da mesma opinião de Antônio Sérgio. Ela garante que a pequena comunidade é formada por cerca de 150 pessoas, cuja maioria precisa dos benefícios mencionados.

ENERGIA ELÉTRICA - Maria Deusa diz que a falta de água tratada tem prejudicado muito as famílias residentes na Vila, principalmente as crianças que são obrigadas a consumir, segundo ela, água suja sem qualquer controle sanitário. A moradora reclama que a comunidade enfrenta sérios problemas com energia eletrica, a cerca de dez meses um motor-gerador espera por manutenção por parte da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).

Edivaldo Vilhena Rocha, da comunidade Igapé do Meio, também remou cerca de uma hora e meia para compor a fileira de delegados eleitos pelas comunidades para pontuar as prioridades. Ele apontou como pauta principal a falta de energia elétrica e de um telefone público no local. “Acredito que problemas que enfretamos há decadas em nossa comunidade sejam sanados com a chegada do Orçamento Participativo”. Igarapé do Meio reúne 37 famílias. Luiz do Socorro Ferreira Batista, morador da Vila Santo Antônio, defendeu a construção de um Centro de Saúde para atender os doentes no Bailique, que ainda hoje padecem pela falta de agilidade no transporte de pacientes para os hospitais de Macapá; além da falta de um transporte especifico para este serviço.

Kelson Luiz de Almeida, gerente geral do OP no Estado, explica que fechando a realização das Plenárias e dos Fóruns do OP em todo Estado, o próximo passo será a elaboração dos projetos que irão compor a Lei de Diretrizes Orçamentária do Executivo para 2003, prevista para ser encaminhada à Assembléia Legislativa do Estado para a aprovação dos deputaddos estaduais até o dia 05 de setembro deste ano.

A última plenária acontece nesta segunda-feira, 19, a partir das 18h, na Quadra Poliesportiva da Escola Estadual Azevedo Costa, no Laguinho; o Fórum será nesta terça-feira, 20, no mesmo local.

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Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.