SOBERANIA NÃO SE NEGOCIA
PLEBISCITO DA ALCA e GRITO DOS EXCUÍDOS
INFORMES DO AMAPÁ

PLEBISCITO

O Plebiscito da ALCA e o Grito dos excluídos 2002, no Amapá, foram um sucesso.

Municípios mobilizados para o Plebiscito: 11 sobre 16.

Municípios que realizaram o Grito: 04

A mobilização para o Plebiscito foi muito grande e além das expectativas, alcançando localidades isoladas e de difícil acesso, no interior e muitos bairros de periferia, colégios, escolas, grupos, na capital e nas sedes dos municípios.

O objetivo era conseguir que o maior número de grupos e pessoas participassem e se mobilizassem. Foram colocadas mesas nas praças, no centro comercial, na universidade, em escolas, creches, nas igrejas católica e na Assembléia de Deus. Foi feito trabalho de porta em porta.

Macapá: a novidade deste ano, foi a adesão de pessoas, sem ligação com entidades, que procuraram os materiais e se mobilizaram para a votação, nas repartições públicas, escolas, ruas, supermercados, vizinhança.

Entre todas, destacamos a atuação de um rapaz, moto-taxista, que sozinho, conseguiu a participação de 600 pessoas, em várias áreas periféricas de Macapá.

Outro destaque queremos dar para a participação dos presos e presas provisórios do COPEN (Complexo Penitenciário), que aderiram ao Plebiscito da ALCA.

A Igreja Assembléia de Deus assumiu a mobilização do Plebiscito, a partir do seu Bispo e levando a votação a várias congregações, conseguindo mais de 600 votos.

Santana e Calçoene conseguiram uma boa mobilização nas escolas, envolvendo os alunos, promovendo manhãs de estudo, debates sobre o tema, com a participação de alunos/as, professores, direção.

Em Calçoene foram feitas redações, cartazes e ensaiada uma peça sobre a ALCA. Pescadores, agricultores, donas de casa fizeram questão de participar, se informar, votar.

Mobilizados pela Paróquia de Amapá, os municípios de Amapá, Pracuuba e Tartarugalzinho foram envolvidos no Plebiscito, alcançando também Assentamentos da Reforma Agrária. O Movimento de Assentados do Amapá, foi outra entidade que se mobilizou no interior e na periferia da capital.

Oiapoque: o assunto da ALCA foi debatido na Assembléia dos Povos indígenas e na mesma, foi realizada a votação, com boa participação.

Lago Novo (Tartarugalzinho) foi a primeira localidade a entregar a votação, mesmo estando num lugar isolado e de difícil acesso.
Por falhas e irregularidades, cerca de 100 votos do interior e de presos e presas não foram contabilizados, mas vale a pena registrar o envolvimento e mobilização destas pessoas.


GRITO:

Macapá realizou o GRITO pela manhã di dia 07. Cerca de 300 pessoas estavam presentes.

Após a celebração inicial, bem participada, seguindo as sugestões vindas do nacional, com apresentações de crianças, grupos musicais, partilha do pão, houve a caminhada pelo centro comercial, atrapalhando o trânsito, literalmente!

No percurso foi feita panfletagem no comércio e nas paradas de ônibus.

Uma faixa enorme abria a caminhada, protestando contra o decreto presidencial que criou o parque do Tumucumaque, desrespeitando os encaminhamentos propostos pela população do Amapá e sem levar em conta as medidas propostas pela sociedade do Amapá, num claro ataque à soberania do estado.

O encerramento foi na Praça da Bandeira, com pronunciamentos, cantos, denúncia dos deputados que votaram contra a CLT. O canto do Hino Nacional despediu os participantes.

Mazagão realizou o grito pela primeira vez, graças à dedicação das irmãs, que articularam com os jovens e as escolas. Cerca de 60 pessoas participaram. Muitos assistiram, alguns até com medo, pensando fosse coisa de candidatos, depois entendendo e se comprometendo a participar na próxima oportunidade.

Calçoene e Amapá realizaram o GRITO, pelo segundo ano, Cerca de 100 pessoas participaram em cada um dos municípios.

Dia 11, às 19:00 horas, foi feita a avaliação com as entidades que articularam e mobilizaram o Grito e Plebiscito no estado.
Segunda feira à tarde, haverá coletiva à imprensa para divulgar os resultados no estado.


Macapá, 12 de setembro de 2002

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Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.