Milhares vão ao show de Lobão
no encerramento da Expo-Feira

O espaço do Parque de Exposições da Fazendinha ficou pequeno para a multidão que compareceu, no sábado (28) e domingo (29), à 39 Expo-Feira Agropecuária do Amapá. A estimativa foi de 80 mil pessoas nos dois últimos dias.

Os quatro palcos, onde se desenrolava a programação cultural, a partir das 19h, já apresentava bom público.

O show com o cantor e compositor Lobão, a principal atração da última noite, teve início às 23h45. O artista carioca, cuja especialidade é compor e cantar rock nacional, minutos antes da apresentação, estava um pouco apreensivo, uma vez que eventos como aquele estão sempre relacionados com a música sertaneja.

Mas que nada, a partir do momento em que se ouviu os primeiros acordes da guitarra elétrica de Lobão, uma multidão compacta formada na maioria por jovens, ocupava o grande espaço destinado ao público. E foi música pesada do início ao fim. Apenas três músicos acompanhavam Lobão. A impressão, com o som que se ouvia, era de que havia uma banda com, no mínimo, uma dezena de músicos.

A passarela, em forma de “T”, saindo do palco, foi também tomada por jovens que saltitavam ao som dos acordes das canções.

Os seguranças não paravam um só instante, com fãs subindo ao palco para tietar o famoso artista. Lobão pedia aos seguranças serenidade, revelando-se cortez com o seu amado e fiel público. Depois de receber no rosto o beijo inesperado de um adolescente, agradeceu pela manifestação de respeito e carinho. O compositor de “Me Chama” foi ovacionado nessa hora.

Segundo a comissão organizadora da Feira, durante o show não se registrou nenhum tipo de violência. “A paz e o amor estão aqui”, dizia Lobão, ao executar a canção “A Vida é Doce”.

Rap ao senador e aos miseráveis
O show intitulado “Uma Odisséia no Universo Paralelo”, com quase duas horas de duração, e um repertório de canções na maioria inéditas, impressionou mais ainda pelo fato de segurar a platéia até o final. A grande música e o carisma de Lobão eram os grandes aperitivos por tanta apatia. Lobão mandou ver “Rádio Blá”, “Vida Bandida” e “Para o Mano Caetano” – o hip-hop que fez em resposta ao “lobo bolo”, da letra de “Rock’in’Raul”, de Caetano Veloso. Na introdução, disse que a música era uma declaração de amor e ódio ao compositor baiano. “Ah! Já ia me esquecendo! Lembranças do Ariano / Lupicínias saudações aqui do mano, / Esta bala perdida que te fala, rapá! / Te amo, te amo, seu porra!”, cantava, do Universo de sua rebeldia, o polêmico Lobão.

Lobão ainda aproveitou o show para alfinetar os políticos brasileiros e cantou um rap dedicado segundo ele, “ao senador e aos milhares de miseráveis maranhenses que vieram para o Amapá”. A farpa mais afiada da canção: “Eu sou o poderoso, o bambambam / o pão, o sangue... / não, eu sou a fome / do homem que come / na brecha da mão de quem vacila”. Era a antítese daquilo que pregam contra quem faz ou gosta de rock.

O músico, compositor e cantor Geison Castro, a revelação do I Fejoca – Festival Jovem da Canção de 1999, no meio da multidão, assistia prazeroso ao show do ídolo do rock. “É o maior presente que a juventude pode recebe, ver Lobão aqui na Feira. Eu toco a música dele, gosto muito do som, da letra e da pessoa crítica que ele é, mostrando sempre um outro caminho pra gente, um outro modo de ver as coisas”, disse emocionado Geison.


Entre o desastre e a glória
O show teve final apoteótico, com a estrela do rock estendendo sua guitarra ao chão e tirando som das cordas até com os pés. No camarim, ele recebeu os fãs que fizeram filas para vê-lo.

“Depois do show ter terminado, eu agora posso afirmar, com categoria e gentileza, a maravilha que foi tocar na Expo-Feira. Parecia o show de Woodstock, só que no coração pulsante da floresta”, dizia entusiasmado Lobão, satisfeito com o resultado e a boa receptividade do público amapaense. “Eu posso dizer ainda que, com 90% de músicas inéditas (referindo-se as canções apresentadas), eu sou comercial. Mas, o meu show estará sempre entre o desastre e a glória!”, finalizava o irreverente Lobão.

Aroldo Pedrosa

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.