Sem investimentos Parque pode
virar enclave,
afirma governadora do Amapá

A governadora do Amapá, Dalva Figueiredo (PT), disse hoje, 19, em entrevista coletiva que é favorável a criação do Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque, projeto do governo federal, mas desde que seja discutido o modelo de gestão, recursos para a implantação do parque e medidas compensatórias, para que a região não se transforme numa espécie de Estado paralelo. “Sem condições de investimento, o parque se tornará um enclave. Nós queremos a gestão compartilhada e a garantia de recursos.Acima de tudo o projeto tem que ser discutido pelas comunidades”, advertiu.

Três audiências públicas já definiram a criação de um grupo de trabalho com a participação do governo estadual, organizações não-governamentais, do Coselho Estadual do Meio Ambiente e dos municípios.

Para Dalva Figueiredo “o Parque é importante no sentido de preservar a área para as gerações futuras e a pesquisa da utilização correta da nossa biodoversidade, mas é importante também, termos clareza de que precisamos de recursos garantidos pelo governo federal para infra-estrutura”.

O secretário de Estado do Meio Ambiente, Antônio Carlos Farias, presidente do Coema, confirmou a posição favorável do Amapá para a criação do parque: “Desejamos a criação do parque se dê de acordo com os interesses do Estado, que haja uma ampla discussão da sociedade para definir o projeto, que todos possam ser ouvidos e, sobretudo, que os municípios que vão ceder suas terras – Laranjal do Jari, Pedra Branca do Amapari, Serra do Navio , Caçoene e Oiapoque, não tenham prejuízos”, afirma.

A área proposta para a criação do Parque abrange uma vasta região que se distribui pela fronteria norte do Brasil, no Estado do Amapá, além de uma pequena porção do Estado do Pará, na margem direita do rio Jari. Com 3,8 milhões de hectares, numa região totalmente despovoada, o parque, quando oficializada a criação, passará a ser o maior do mundo em área de floresta tropical.

Audiência

Após a coletiva, a governadora recebeu em audiência o senador Gilvam Borges (PMDB) para discutir a questão do parque do Tumucumaque. A govermnadora solicitou o apoio do senador para que o projeto não seja implantado antes de serem definidas medidas para compensar eventuais perdas ao Estado.


Ana Lúcia Carvalho Anspach


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Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
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É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
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Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
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Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.