Lua poderá ser "usina"
de energia para a Terra

Como um satélite da Terra, a Lua pode ser usada para transmitir a radiação emitida pelo Sol ao planeta, gerando uma energia completamente limpa. Isso é o que afirma o cientista norte-americano David Criswell, da Universidade de Houston, que por mais de 20 anos estuda formas para que a energia solar - absorvida diariamente pela Lua - seja enviada à Terra e usada para mover automóveis, gerar eletricidade, aquecimento, entre outros. Tudo sem poluir o meio ambiente, nem provocar o aquecimento global, garante Criswell.

"A energia solar, transmitida à Terra por meio de estações existentes na Lua, é a única forma possível e viável de energia completamente limpa, capaz de suprir as necessidades do planeta", acredita o cientista. Pelos seus cálculos, já publicados em diversas revistas científicas, a quantidade de gás carbônico (CO2) gerada por um país altamente poluidor, como os Estados Unidos, poderia ser reduzida pela metade - caso a Lua fosse melhor explorada.

Criswell detalhou a sua teoria no Congresso Mundial Espacial, à semana passada em Houston (EUA). Ele explica a sua idéia estimando que, até 2050, a população de 10 bilhões de pessoas da Terra consumirá cerca de 20 terawatts de energia (cada terawatt é equivalente a 1 trilhão de watts). Ou seja: quantidade de três a cinco vezes maior do que a indústria energética mundial é capaz de produzir.

A Lua recebe mais de 13.000 terawatts de energia solar. "Apenas 1% dessa capacidade poderia suprir as demandas da Terra", explica Criswell. O desafio é, segundo ele, aliar "vontade política e tecnologia" para construir um sistema comercial na Lua capaz de extrair uma pequena amostra do poder do Sol, e fazer com que ele se torne disponível à população terrestre. O sistema lunar elaborado por Criswell é baseado na construção de células (ou painéis) solares na superfície da Lua para coletar a energia do Sol.

Os painéis seriam instalados nos dois lados da Lua, para que a energia emitida fosse constante. A Terra captaria essa energia, enviada por microondas, com a ajuda de receptores especiais. Os painéis solares, assim como toda a aparelhagem envolvida no projeto, transformaria as ondas em energia necessária ao dia-a-dia, que abasteceria as diferentes centrais do mundo.

Criswell garante que toda essa tecnologia não está a anos-luz de distância. "Sabemos que o aproveitamento da Lua é possível desde os anos 80. Mas a exploração comercial do satélite foi deixada de lado", reclama. Para ele, a ajuda de instituições como a agência espacial norte-americana (Nasa) e a agência espacial européia (Esa) seriam fundamentais para o desenvolvimento do projeto.

"Não tenho nada contra com o fato de a Nasa querer explorar Marte. Mas a Lua é um corpo celeste muito mais conhecido e lucrativo hoje em dia para os habitantes da Terra", afirma o cientista. A criação dessas células na Lua, segundo ele, seria muito mais barata, por exemplo, do que a construção de uma usina nuclear ou hidrelétrica, pois usaria materiais existentes na superfície lunar e tecnologia já desenvolvida por cientistas para os painéis de energia solar convencionais. "O que sai caro são as viagens constantes para a Lua", explica Criswell.

O cientista Eduardo Barcelos, da Agência Espacial Brasileira (AEB), vê um enorme potencial em teorias como a de Criswell. A Lua recebe exatamente a mesma energia da Terra, pois os dois corpos estão à mesma distância do Sol. Só que a Terra tem uma atmosfera que a Lua não tem. Quando os raios chegam aqui, eles estão filtrados e por isso vêm muito enfraquecidos e sofrem a influência do tempo, dos ventos e da interação do Sol com o meio ambiente. O fato de a Terra possuir uma atmosfera é o que possibilita a vida no planeta.

"Na Lua, não há atmosfera e os raios do Sol incidem em sua totalidade. Se conhecermos uma forma viável de transmitir esses raios ao planeta, eles serão muito mais constantes e eficientes, em qualquer parte do mundo, até em países frios e menos ensolarados", explica Eduardo Barcelos. (BBC Brasil)

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Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.