Banco do Povo vai
completar
dois anos em abril


A Agência de Fomento do Amapá (AFAP), conhecida também como o Banco do Povo, faz aniversário em abril. Em 2001, quando completou um ano de funcionamento, o balanço geral registrou investimentos no total de R$ 3 milhões, com a realização de 1,3 mil operações de empréstimos a pequenos e micro-negócios, gerando no Amapá mais de três mil empregos.

Com a movimentação constante de populares à procura dos serviços da agência, esses números já quase triplicaram, chegando a R$ 8,82 milhões. Assim, a AFAP vai se consolidando como a instituição financeira do Estado que mais tem contribuído para o fortalecimento da economia local.

Origem e filosofia

Tudo começou em Bangladesh, um dos países mais pobres da Ásia, onde o professor de economia, Muhammad Yunus, em meados dos anos 70, criou o banco Grameen. A proposta fundamental era emprestar dinheiro aos pobres, e aí teve início o movimento que vem mudando o destino de milhões de pessoas no mundo inteiro.

No Brasil, a primeira experiência nasceu há seis anos, em Porto Alegre – RS, com a Portosol. Depois foi a vez da Ver-o-Sol, em Belém – PA.

O primeiro grande avanço da AFAP, tomando como princípio as idéias revolucionárias de Yunus e as experiências brasileiras bem sucedidas, foi enveredar por caminhos opostos aos dos bancos tradicionais, vendo o sistema de crédito como um elemento de confiança.

"O regulamento dos bancos comerciais para conceder empréstimos se baseia, sobretudo, nas garantias do financiado. Os próprios gerentes desses bancos são treinados para desconfiar das pessoas. O negócio pode ser maravilhoso, mas sem as garantias, o empréstimo não sai", afirma o diretor-presidente da instituição, Sávio Peres. "Com a AFAP, não. O principal fundamento é analisar e reconhecer a viabilidade do negócio. E o caráter maior está embutido no desejo de ver crescer uma sociedade mais justa, mais igualitária, buscando o seu auto-desenvolvimento." – completa o diretor.

A instituição, que tem a sua matriz no centro de Macapá, na rua Cândido Mendes, conta com uma filial em Laranjal do Jari, além de uma unidade móvel (um veículo tipo Van), equipada para percorrer e atender os demais municípios do Estado.

O quadro funcional da agência, do diretor-presidente aos agentes de crédito, soma 25 profissionais treinados e habilitados para receber os parceiros (como a agência denomina os financiados), usando a linguagem mais simples e cotidiana dos homens. Na AFAP não se fala o economês.

"O objetivo é erradicar de vez a frieza burocrática dos financistas. Nós não só fazemos o crédito, nós confiamos também nos financiados. A atividade econômica que eles desenvolvem é que vai nos pagar. Por isso é que os temos como parceiros", explica o diretor técnico, Clécio Vieira.

Inúmeras atividades já foram financiadas pelo Banco do Povo, desde a sua implantação: fabricação e venda de confecções, edição de livros, prensagem de Cds, artesanato, mercearias, bares, restaurantes, lanchonetes e bancas de camelôs, entre outros.

Projetos que hoje comprovadamente aquecem a economia do Amapá, como a indústria pesqueira, moveleira, e a cooperativa dos castanheiros do Iratapuru, que acaba de inaugurar a sua fábrica de biscoitos, também recebem financiamentos do banco popular.

Palestras diárias são ministradas por agentes, explicando os procedimentos que os interessados devem tomar para se tornarem parceiros da AFAP. A presença de gente simples nas dependências de uma instituição bancária é algo de inédito na história do Amapá. Na AFAP não há caixas, tampouco filas. No atendimento, é claro o exercício da cidadania.

A primeira do ranking

Hoje, a Agência de Fomento do Amapá está à frente no ranking das experiências bem sucedidas do Brasil (Portosol e Ver-o-Sol), que serviram, inclusive, como referência à sua criação.

"A nossa carteira ativa, a quantidade de dinheiro que hoje está na rua, comparando-se com a quantidade de dinheiro que está na rua da Portosol, é do mesmo tamanho. E nós estamos comparando com a quinta ou sexta maior economia do país, a economia do Rio Grande do Sul", comemora Sávio Peres.

Principais produtos

-Programa de Crédito Popular Amapá Solidário (Amasol), através do qual o pequeno empreendedor dos setores formal e informal, que resida no Amapá há pelo menos dois anos, pode fazer a inscrição e habilitar-se ao crédito.

-Programa de Poupança Popular do Amapá (Poupap), que permite a abertura da poupança a partir de R$ 1,00 (valor que não existe em nenhum banco).

-Cartão Solidário, que dá acesso a quem conseguiu construir uma história de crédito positivo.

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Jurupary
Ente do mal. Demônio dos olhos de fogo que vive na floresta
Piracema
Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.