Ministro promete liberar
verbas para a Br 156

A governadora do Amapá, Maria Dalva de Souza Figueiredo foi até Brasília, buscar audiência com o Ministro dos Transportes, João Henrique de Almeida Souza. O encontro aconteceu na quarta-feira, dia 19. O assunto que levou a governadora ao Ministério foi a liberação de verbas para a continuidade da pavimentação da rodovia BR-156. Sensibilizado pelo pedido, o ministro comprometeu-se em dar resposta imediata ao pleito da comissão amapaense.

O ministro elogiou a governadora e a bancada federal do Estado do Amapá que a acompanhou na jornada. O Secretário de Transportes, Carlos Alberto Menescal Ramos também se fez presente na reunião.

Questões importantes da BR-156 foram tratadas no encontro. A grande expectativa do Estado é a continuidade da liberação de recursos para o andamento da obra. A governadora em conjunto com a bancada federal pleiteia junto aos Ministérios dos Transportes e do Planejamento e Gestão a liberação do valor de R$ 33,6 milhões, complementação da dotação orçamentária inicial do OGU/2002 que é de R$ 50,4 milhões.

Deste valor previsto no OGU - Orçamento Geral da União, o Ministério dos Transportes autorizou o empenho de R$ 21,2 milhões. Em razão da definição de limites a serem liberados, o DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre(antigo DNER), disponibilizou apenas R$ 16,8 milhões, divididos em 06 parcelas iguais de R$ 2,8 milhões para cada um dos lotes contratados.

Esta forma de distribuição dilui os recursos ao longo de todo o trecho não permitindo a conclusão rápida do primeiro trecho. A proposta do GEA é que as verbas sejam prioritárias para a ligação Tartarugalzinho/Breu. Porque a obra foi reiniciada a partir de Ferreira Gomes, no km-152, passando pelo Tartarugal até o Breu, no município de Amapá. Isso fez criar uma expectativa muito grande na comunidade. Os amaparinos são os mais ansiosos. Assim, através do Ofício 0101/02-GABI, de 14.05.02, a governadora solicitou ao Ministro dos Transportes a distribuição das Verbas Federais de modo que pudesse viabilizar a conclusão desse primeiro trecho da obra.

O secretário de Transportes, Menescal Ramos,informou que houve envio de pedido em 11.06.02, do Ministro dos Transportes ao Ministro do Planejamento, solicitando a suplementação do valor de R$ 26,0 milhões, o que totaliza a previsão orçamentária para o Convênio PG-016/76 em R$ 76,4 milhões. Se isso ocorrer, será um impulso muito significativo, observa o secretário.

Existem verbas de 2001 no valor de R$ 4.2 milhões inscritas em restos a pagar em 2002, aguardando disponibilidade financeira. São dívidas com a empresa Maia Melo, responsável pela execução de projeto da BR e da construtora C. R. Almeida, executora da obra. Além desse valor, há ainda R$ 2,3 milhões gastos com a Conservação Rodoviária bancada pelo governo local. O Estado pleiteia urgência na liberação desses recursos, especialmente porque esses serão reinvestidos na obra de Pavimentação da rodovia.

Na reunião com o ministro essa dívida foi lembrada. Estão aguardando apenas cota financeira para ser repassada ao Estado. A governadora ratificou esse pedido, pela necessidade em receber esse dinheiro brevemente. O GEA vai reinvesti-lo na BR. Tal recurso vai viabilizar o reinicio dos trabalhos de pavimentação da rodovia. Nada mais é do que um ressarcimento do Governo Federal ao Estadual. Trata-se de um adiantamento dado na época pelo ex-governador João Alberto Capiberibe para a obra não sofrer nenhuma paralisação. É importante que isso ocorra para os trabalhos retornarem imediatamente.

NOVOS CONTRATOS
Outra questão relevante tratada na reunião foi a homologação dos novos contratos da BR, relativos aos novos trechos, entre o Breu e Oiapoque. Ao todo são cinco contratos:

- Contrato 009/02 – SETRAP – C.R. Almeida Mineração S.A

- Contrato 010/02 – SETRAP – Consórcio Andrade Gutierrez / Tercan

- Contrato 011/02 – SETRAP – Consórcio Andrade Gutierrez / Tercan

- Contrato 012/02 – SETRAP – Consórcio EGESA / CMT

- Contrato 013/02 – SETRAP – Consórcio EGESA / CMT

Os processos encontram-se na Procuradoria Geral / DNIT para aprovação, condição para o recebimento de parcelas e o conseqüente início das obras.

NOVOS CONVÊNIOS
Durante todo o ano de 2002 a Setrap irá trabalhar com o intuito de regularizar alguns trechos das rodovias federais junto ao Ministério dos Transportes e buscar celebrar convênios com a União. Para isso tem agendado os seguintes trabalhos:

- Elaboração de Projeto de Engenharia para Pavimentação da rodovia BR-156(Macapá-Jari), trecho km-21/Cachoeira Santo Antônio, região de Laranjal do Jarí

- Elaboração de Projeto de Engenharia para Pavimentação da rodovia BR-210(Perimetral Norte), trecho Porto Grande / Rio Jacaré, região da Serra do Navio

- Elaboração de Projeto de Engenharia para Restauração das rodovias BR-156 e 210, trecho asfaltado entre Macapá até Ferreira Gomes. Observa-se no trecho de Macapá até Porto Grande um desgaste acentuado, devido ao grande fluxo de veículos pesados e a rodovia já possuir mais de 15 anos de construção. Torna-se necessário serviço de restauração mais consistente.

- Elaboração de Projeto de Engenharia para construção da alça viária de ligação entre a BR-156 e a sede do município de Amapá.

Domingos Costa Chaves



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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.