Censo Racial começou no dia 20/11/2002

A partir desta quarta-feira, 20, os servidores públicos federais começam a responder ao Censo Racial do Serviço Público Federal, que visa a identificar o universo de servidores afrodescendentes. O Censo estará concluído no dia 27 de novembro.

Cerca de 460 mil funcionários em atividade terão de responder ao quesito raça/cor, autodeclarando-se brancos, pretos, pardos, amarelos ou indígenas. Aqueles que não quiserem declarar sua cor, deverão registrar a situação "não declarada".

O cadastramento estará disponibilizado aos servidores em todas as unidades de Recursos Humanos do país através do Siapenet. Os resultados serão disponibilizados, ao final do cadastramento, no Boletim Estatístico de Pessoal divulgado no site www.planejamento.gov.br.

Ao realizar este cadastramento, o Governo pretende conhecer a situação dos servidores negros, aprofundando estudo sobre a existência de desigualdades motivadas pelas diferenças raciais.

Se forem constatadas, serão propostas ações afirmativas que
reduzam e até eliminem as desigualdades dentro do serviço
público federal.

DESIGUALDADES NO BRASIL - Os brasileiros afrodescendentes
constituem a segunda maior nação negra do mundo, atrás
somente da Nigéria, na África. São 76,4 milhões de pessoas,
correspondendo a 45% dos habitantes do Brasil, segundo o
Censo do IBGE de 2000.

Mesmo representando tão expressiva parcela da população, os
negros enfrentam a desigualdade em praticamente tudo: renda, mercado de trabalho, acesso ao mundo digital, à posse de bens duráveis e à ascensão social.

Só para se ter uma idéia do que isto significa: na camada da população onde estão os 10% mais ricos, 90% são brancos e somente 10% são negros. Já na camada da população onde se
situam os 90% mais pobres, 70% são negros e 30% são brancos.

No mercado de trabalho, existem áreas fechadas ao trabalhador negro, mesmo que ele tenha competência para exercer a atividade afim: shoppings, restaurantes, hotéis de luxo, companhias aéreas. Os motivos, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Ipea, são o preconceito e a necessidade de satisfazer os clientes.

Roberto Martins, presidente do Ipea, afirma ainda que, "a
desigualdade foi visivelmente e historicamente construída no Brasil. Ela não vai sumir por acaso. É fundamental reconhecer que as pessoas não são iguais e que é dever do Estado e da sociedade superar as desigualdades promovendo políticas efetivas de igualdade."

Responder ao Censo Racial do Serviço Público Federal é o
primeiro passo de cada servidor para que o Governo busque a
igualdade e a justiça social, servindo de exemplo para que ações de igual importância também ocorram em nível estadual, municipal e na sociedade como um todo.

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.