Caciques querem transformar
proposta de seminário em lei

BRASÍLIA - Cinco senadores e 27 deputados escolhidos em eleições indígenas. É esta a principal proposta formulada no seminário Índios e Parlamento que os caciques querem transformar em lei. A representação indígena começaria a existir em 2006.

Em dois dias de encontro, os índios discutiram sua fraca representação nos poderes constituídos e resolveram criar o Parlamento Indígena para debater os problemas das regiões onde vivem e propor soluções.

Foi instalado o Fórum Permanente de Discussão de Política Indígena, onde será debatida a participação do índios no parlamento.

- Vamos discutir nossos problemas, mas também queremos chegar a um consenso sobre as contradições. Assim teremos um discurso homogêneo e fortaleceremos a nossa representação - diz Euclides Macuxi, líder da Coordenação de Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).

Ele adiantou que os representantes também terão o papel de fiscalizar os trabalhos do governo e exigir verbas para a Funai.

Sobre a cota de representantes no Senado e na Câmara, as lideranças reconhecem que a proposta seminário dificilmente será aprovada no Congresso.

- Sabemos que é difícil, mas não desistiremos. Se não conseguirmos o número que queremos, vamos lutar para que alguma cota seja aprovada.
Hoje o Congresso garante 34% das vagas para mulheres. Também temos direito - reclama Macuxi.

Segundo o IBGE, 720 mil índios vivem em cinco regiões do país. A
comunidade elegeu 87 vereadores mas não tem representantes no Congresso.

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.